As equipas inglesas são superestimadas? | Opinião

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Após a fraca prestação, no coletivo, das equipas inglesas nos oitavos da Champions League, começou um rumor de que as equipas inglesas não eram tudo isso, que a Premier League não era tudo isso e que seria mais marketing do que realmente algo visível. Quem defende isso usa principalmente os seis maus resultados das equipas inglesas nesta semana, e eu entendo que usem isso como argumento, mas sinto que se estão a misturar as coisas.

A Premier League é, sim, a melhor liga do mundo, e isso é claro, mas isso não significa que o topo dela níveis à frete do topo da Europa, níveis à frente dos outros. A classe média e baixa da liga inglesa são muito melhores do que as classes médias e baixas das outras ligas, e isso é evidente. O Newcastle, por exemplo, está em 12.º na Premier League e vão-me dizer que também estaria em 12.º se jogasse na La Liga? Atrás do Osasuna? Não me parece e nem faz sentido colocar isso sequer em questão.

Nestes seis jogos ingleses tivemos um Liverpool fraco, um Newcastle que jogou melhor que o Barcelona, mas um erro individual custou a vitória, um Tottenham a fazer mais do que sabe: nada, um Man City a ser surpreendido e alguns erros do Guardiola, um Arsenal que não foi convincente e um Chelsea que eu não acho que tenha merecido sofrer cinco golos, mas que, no final do jogo, se deixou apagar.

Esta Premier League, em termos de futebol jogado, não é vistosa, muito por culpa desta moda em que se tornaram os lances de canto e basicamente o circo dentro da área, em que todos se empurram e parece um ringue de UFC. O culpado? Todos são, mas o pioneiro desta nova quase modalidade nos cantos é o Arteta e o seu Arsenal. Funciona? Sim, mas deixa o jogo feio. Fora de Inglaterra isso não existe e eu não vejo problema nenhum em dizer que os clubes ingleses mereciam talvez um “abre-olhos” para deixar essas táticas menos felizes e voltar ao que eram, ou inovar e melhorar o espetáculo, coisa que estes cantos atualmente não fazem.

Além dos cantos, também há os laterais longos, lançamentos laterais com a mão em direção à área que viram o mesmo circo, como se fosse uma situação de canto.

Conclusão

As equipas inglesas não são overrated, mas o topo inglês não está níveis acima do topo europeu. O que está níveis acima é a classe média e baixa inglesa em relação às outras classes médias e baixas pelo resto da Europa e do mundo.

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