Man City 1 – 2 Real Madrid | Análise

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Neste Man City vs Real Madrid analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Etihad recebia uma missão quase impossível para o Manchester City. Depois do 3-0 sofrido em Madrid, a equipa de Pep Guardiola precisava de algo próximo de um milagre. Do outro lado, o Real Madrid chegava confortável no agregado, mas com aquela aura de imprevisibilidade que esta competição sempre traz.

E o início foi exatamente o que o City precisava: intensidade máxima. Logo nos primeiros minutos, criou perigo em sequência, com Cherki e depois Rodri a obrigarem Courtois a intervir. O Madrid parecia desconfortável.

Mas o jogo mudou completamente num daqueles momentos que definem eliminatórias. Aos 17 minutos, Vini Jr puxou para dentro e rematou ao poste. Na sequência, Bernardo Silva corta o remate com o braço de forma bastante clara. Aqui não há muito a discutir: é daqueles lances polémicos, mas para mim bem decidido. Penãlti e vermelho parecem decisões corretas.

Aos 22 minutos, Vinícius assumiu e marcou. 0-1 no jogo, 0-4 no agregado. E ali, sinceramente, a eliminatória morreu.

Mesmo com menos um, o City não desistiu. Continuou com bola, continuou a empurrar o Madrid para trás e acabou por ser recompensado aos 41 minutos. Após um lance algo confuso na área, Erling Haaland rematou de forma pouco ortodoxa, mas suficiente para bater Courtois e fazer o empate. Não foi bonito, mas contou, e deu alguma vida emocional ao jogo.

Na segunda parte, houve um momento estranho logo no início com a saída de Courtois para entrada de Lunin. Oficialmente foi “sobrecarga”, mas eu tendo a não acreditar, sobretudo num jogo destes. Se não foi físico, pareceu quase uma mensagem de que o Madrid já se sentia confortável demais.

O City continuou a ter mais bola, mas já sem a mesma crença. Criou algumas situações, como um remate de Haaland defendido por Lunin, mas faltava sempre qualquer coisa no último terço.

E também houve vários momentos que simbolizam bem a noite: golos anulados, decisões falhadas e alguma ansiedade. O City até marcou mais do que uma vez na segunda parte, mas sempre em fora de jogo.

Do lado do Madrid, o jogo podia ter sido resolvido mais cedo. Vinícius teve várias oportunidades em transição e, na minha opinião, exagerou na decisão em alguns momentos.

Já nos descontos, aos 90+2, o brasileiro fechou a história. Após cruzamento de Aurélien Tchouaméni, apareceu para empurrar para o 1-2. Um golo simples, quase simbólico, porque no fundo, esta eliminatória nunca mais foi a mesma desde aquele lance aos 17 minutos.

Pós-jogo

O resultado volta confirmar algo que já se tornou quase clichê: na Champions, o Real Madrid não precisa de jogar melhor para ganhar. Precisa apenas de ser eficaz nos momentos certos.
Do lado do Manchester City fica uma sensação de frustação enorme. Até entrou bem, criou perigo e mostrou atitude, mas o erro de Bernardo Silva muda tudo.
No fim, o agregado diz tudo: superioridade clara do Real Madrid. Não necessariamente no futebol jogado, mas sim na forma como entende este tipo de competição.

Estatísticas no final do jogo

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