Neste PSG vs Bayern analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Há jogos grandes e depois há isto. PSG contra Bayern, duas equipas no auge e uma meia-final que mais parece uma final antecipada. E a verdade é simples: o jogo prometia muito, mas entregou ainda mais.
O início até engana. Ritmo controlado, equipas a estudarem-se, sem aquele caos imediato que muitos esperavam. Mas bastou um detalhe para tudo mudar. Aos 15’, falta dentro da área sobre Luis Díaz. Pénalti claro, daqueles que nascem da inteligência do avançado. Kane vai, olha, respira e não falha. 0-1.
O Bayern até podia ter feito o segundo logo a seguir, numa recuperação alta, com Kane a servir Olise, mas Safonov responde bem. Era um aviso.
A resposta do PSG chega com talento puro. Aos 25’, Kvaratskhelia recebe na esquerda, encara, finta, puxa para dentro e remata colocado ao poste mais afastado. Um golo de craque, sem discussão. 1-1.
E a partir daí o jogo abre completamente. Fica partido, emocional, quase sem controlo. Aos 33’, canto bem batido e João Neves, pequeno no meio de gigantes, ataca o espaço com inteligência e cabeceia para o segundo poste. 2-1. O Bayern não desaparece. Aos 41’, Olise pega na bola fora da área, conduz sem oposição, entra e finaliza com qualidade. Demasiado espaço para um jogador destes. 2-2.
E quando parecia que o intervalo ia chegar com empate, surge mais um momento-chave. Já nos descontos, bola na área, braço aberto de Davies e o árbitro assinala pénalti. Dembele assume e faz o 3-2. Um final de primeira parte absolutamente louco.
A segunda parte começa e não abranda nada. Aos 56’, o PSG volta a acelerar. Hakimi aparece com espaço, conduz, entra na área e a bola sobra para Kvaratskhelia que finaliza. 4-2. Tudo demasiado fácil. Três minutos depois, mais um golpe. Contra-ataque perfeito, Doue conduz, espera o momento certo e solta em Dembele que puxa para dentro e remata ao primeiro poste. A bola ainda bate no ferro antes de entrar. 5-2.
E aqui pensou-se que estava resolvido. Mas com este Bayern nunca está. Aos 65’, livre lateral, bola na área e Upamecano ganha no ar. Cabeceamento leve, mas suficiente. Safonov podia ter feito mais. 5-3.
E aos 69’, o jogo volta a explodir. Kane recebe, levanta a cabeça e mete um passe perfeito na desmarcação. Luis Díaz controla com classe, simula e finaliza. 5-4 e, de repente, o PSG treme. Recuado, pressionado, encostado às cordas. O Bayern acredita, empurra, força.
Mas há um detalhe: o PSG, mesmo a sofrer, ainda consegue criar perigo. Já perto do fim, Vitinha conduz e serve Mayulu, que acerta no travessão. Podia ter matado tudo. No fim, fica a sensação de um jogo histórico. Caótico, imperfeito, mas absolutamente brilhante.
Pós-jogo
O PSG leva vantagem, mas não há nada decidido. Ir à Alemanha com apenas um golo de diferença contra este Bayern é pedir para sofrer.

