Os absurdos entre Al Nassr e Al Ahli | Opinião

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Na última quarta-feira, dia 29, tivemos um confronto, quase uma batalha, uma guerra, entre Al Nassr e Al Ahli. O jogo em si já foi falado, mas há vários pormenores que precisam de ser destacados, até porque, antes de tudo, ambos os lados estiveram errados.

Já se esperava um jogo quente, intenso, e assim foi. Mas, mais uma vez, certos limites foram ultrapassados. Porque uma coisa somos nós, adeptos; outra completamente diferente são os jogadores e clubes, que representam milhões: de dinheiro e de pessoas.

Do lado do Al Ahli, há uma tendência que começa a tornar-se ridícula: choramingar sempre que não conseguem vencer, dizendo que a liga favorece o Al Nassr, que querem fazer de tudo para que o Cristiano Ronaldo ganhe o título. E a questão é simples: isto acontece num campeonato sério? E pior, repetidamente?

Já foi Galeno, já foi Ivan Toney, Demiral e até o próprio clube nas redes sociais. Isto não só soa mal, como levanta outra questão: quando estás constantemente a dizer que a liga onde jogas é manipulada, não estás também a desvalorizar completamente a competição em que estás inserido?

Dentro de campo, gestos como o “2”, os óculos ou outras provocações até fazem parte do futebol, apesar de, neste jogo em específico, também aí se ter passado um pouco do limite, parecendo mais uma guerra do que um jogo. Ainda assim, isso aceita-se dentro de certo contexto competitivo. O que não faz sentido é, jogo após jogo, recorrer sempre ao mesmo discurso de que “a liga está contra nós”. Isso torna-se simplesmente ridículo.

Do lado do Al Nassr, também houve excesso. A publicação com o Brozović num desenho, com um cenário de restaurante kebab, claramente associado à cultura turca, e com uma figura que fazia lembrar o Demiral, foi mais um limite ultrapassado. Tanto que o Al Ahli já denunciou a situação por racismo e discriminação. E aqui a pergunta é direta: havia necessidade? Não é por um lado errar que o outro ganha um “free pass” para também errar.

É preciso ter noção do impacto que estes clubes têm hoje. Estamos em 2026, o futebol saudita já tem visibilidade global e tudo isto vai ter repercussão. Falta noção, falta responsabilidade e, acima de tudo, falta perceber o que se representa.

Conclusão

No futebol, os limites vão sempre ser testados, especialmente pelos adeptos, que não têm nada a perder, mas jogadores e clubes não podem agir assim, pois representam muito mais do que apenas um jogo, e ver este tipo de atitudes é, no mínimo, triste.

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