A convocação problemática de Thomas Tuchel | Opinião

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Pressão máxima para o selecionador da Inglaterra, Thomas Tuchel, que hoje convocou a sua lista de 26 jogadores para o Mundial. E isto é, facilmente, das maiores bombas que saiu nas últimas semanas em termos de convocações. Muito talento de fora e muita gente a pedir explicações. Eu vou focar-me mais nas polémicas e nas dúvidas, principalmente pelas ausências de uns e chamadas de outros.

Começando pela defesa: Maguire, que faz uma grande temporada, fica de fora, mas depois vês o John Stones a ser chamado, tendo passado praticamente a época toda lesionado, ou o Quansah, que tem talento e futuro, sim, mas ainda não foi testado a este nível. E o Maguire? Sempre foi chamado, sempre fez parte do grupo, foi importante mesmo quando estava mal, e agora que está bem, não vai? Não faz muito sentido.

Depois tens o caso do Lewis Hall, que não é convocado, sendo claramente o segundo melhor lateral esquerdo do país, atrás do O’Reilly, que esse sim foi chamado. O O’Reilly foi adaptado a lateral pelo Guardiola e fez uma grande temporada, ok, justo. Mas mesmo assim, o Hall ficar de fora levanta dúvidas. E ainda no setor defensivo, o maior absurdo: Trent fora. Isto é difícil de perceber. Num Real Madrid caótico, fez uma época aceitável e nem convocado é? Nem para opção? E depois levas o Djed Spence, que nem fez uma temporada assim tão boa. Aqui, sinceramente, o nome e a qualidade têm que contar.

No meio-campo também há muita conversa: ficam de fora Cole Palmer, Phil Foden, Adam Wharton e Gibbs-White. Eu até entendo o Foden, porque não está a render há já algum tempo. Mas Wharton e Gibbs-White? O Wharton está prestes a dar um salto gigante na carreira, valores absurdos envolvidos, e o Gibbs-White foi dos poucos a salvar o Forest, criando, marcando, estando até nas conversas de top 10 da Premier League.

Sobre o Palmer, ele ia disputar vaga com Eze e Morgan Rogers, e aí até aceito a decisão, alguém tinha que ficar de fora. Não é um escândalo total, mas em termos de nome, pesa.

No ataque, mais dúvidas: Jarrod Bowen de fora, sendo dos poucos que ainda tentava carregar o West Ham, e levas o Noni Madueke, que é banco no Arsenal. Também não bate certo. Por outro lado, gosto da chamada do Ivan Toney, porque fez uma grande época na Arábia Saudita, acaboando como melhor marcador da Saudi Pro League.

Conclusão

Pressão máxima no Tuchel. Ele já estava pressionado, mas com estas decisões puxou ainda mais isso para cima. É aquele tipo de cenário em que, se corre mal, não tem desculpa. Tal como seria com o Ancelotti se não levasse o Neymar, ele levou, muito provavelmente para evitar esse tipo de pressão direta.
Aqui, o Tuchel fez o contrário. Se a Inglaterra não fizer um grande Mundial, isto vai cair todo em cima dele. Muitos nomes fortes ficaram de fora, alguns sem grande justificação, e agora o objetivo é claro: ganhar, porque é isso que os ingleses querem.

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