Saiu hoje, há menos de uma hora do momento em que escrevo isto, que Arne Slot foi despedido do Liverpool. E eu não quero dizer que até foi tarde, porque ainda tens um verão inteiro para ajustar o que é preciso, mas já se podia ter despedido em janeiro. A diferença aqui é que o Liverpool não gosta de despedir treinadores, pelo grande e honroso histórico que têm nesse aspeto: ficam lá muito tempo, apenas 22 treinadores permanentes na sua história, então é compreensível.
Vivemos num mundo onde não se tende a esperar pelo futuro se o presente não estiver bom. Por muito bom que seja o treinador ou os jogadores, o treinador é sempre a resposta mais rápida para culpar, seja verdade ou não. E, dado este contexto, à primeira crise, a media já começa a pressionar sobre se x treinador é o correto. O Liverpool não funciona assim, dá tempo, e eu até concordo com isso.
Slot venceu a Premier League na temporada passada, na sua primeira época pelo clube. Mas esta temporada que está a acabar, 25/26, foi uma campanha vergonhosa. E não foi só isso: também houve os confrontos com o Salah, que fez a sua última temporada pelo clube.
O Slot não fez por merecer mais uma temporada no Liverpool. E agora o futuro deve passar por Iraola, que saiu do Bournemouth. Talvez um Glasner, embora eu ache que contra equipas mais fechadas não é assim tão forte.
O importante é perceber que a decisão foi correta, mas tardia. Podia ter evitado este fim quase melancólico de lendas como Robertson e Salah, que acabaram por sair do clube neste contexto.
Conclusão
Decisão 100% correta, num momento que podia ter sido mais cedo, mas o Liverpool é naturalmente mais cuidadoso nestas decisões com treinadores.
Sem tirar mérito, a Premier League ganha pelo Slot foi mais a equipa deixada por Klopp do que propriamente uma equipa construída por ele. Quando houve essa mudança, viu-se o que aconteceu.

