· 2 min de leituraNeste Argentina vs Argélia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Havia curiosidade para ver esta Argentina. Campeã em título, sim, mas com sinais de desgaste e contra uma Argélia que, sem fazer muito barulho, costuma complicar. E o jogo até começou com uma energia diferente do que se esperava.
Logo cedo, dois golos anulados em poucos minutos. Primeiro Messi, a aparecer na direita da área e a finalizar com classe, mas em fora de jogo. Depois Chaïbi do outro lado, também invalidado. Um início caótico, quase enganador para o que viria a seguir.
Porque depois disso o jogo acalmou demasiado. A Argentina assumiu posse, controlou o ritmo, mas sem grande urgência. A Argélia, por sua vez, fechou bem os espaços e tentou sair quando podia, mas quase sempre sem sucesso.
O primeiro golo válido aparece aos 17’, e diz muito sobre o jogo. Messi recebe no meio, sem grande pressão, levanta a cabeça e remata colocado, com curva. A bola não vai com uma força absurda, mas Luca Zidane reage tarde e mal. 1-0.
A partir daí, a Argentina fez o que mais gosta: controlar. Bola de um lado para o outro, pouca aceleração, pouca profundidade. Não precisava de mais, porque a Argélia também não conseguia ligar jogo ofensivo com consistência.
Ainda assim, houve um ou outro momento. Hadj Moussa, já perto do intervalo, tira dois jogadores do caminho com facilidade e mete a bola rasteira na área, mas ninguém consegue aproveitar. Foi talvez o único lampejo real de criatividade argelina.
A segunda parte trouxe mais do mesmo. A Argélia até teve mais bola em alguns momentos, mas completamente inconsequente. Muito passe lateral, pouca intenção real de ferir.
E o jogo acaba por ficar decidido num lance que resume bem a noite de Zidane. Aos 60’, Mac Allister remata de fora, o guarda-redes defende, mas não segura. A bola fica solta na área e Messi encosta para o 2-0. Um golo oferecido, basicamente. 2-0.
Com dois golos de vantagem, a Argentina ficou ainda mais confortável. Sem pressa, sem risco, sempre em controlo. E quando há espaço, há talento.
Aos 76’, Nico González recebe na esquerda, olha para dentro e encontra Messi na meia-lua. Outra vez com espaço a mais. Messi domina, ajusta e remata colocado, com aquela curva característica. A bola entra limpa.
E o mais curioso é isso mesmo: foi um hat-trick num jogo pouco entusiasmante. A Argentina fez o suficiente, nunca precisou de forçar muito, e a Argélia nunca conseguiu realmente ameaçar.
Pós-jogo
Resultado confortável para a Argentina, muito por Messi e também pelos erros de Zidane.
A Argélia ficou sempre longe de incomodar verdadeiramente. Ainda assim, a sensação é que a Argentina jogou no mínimo necessário e vai precisar de subir o nível nos próximos jogos.


