· 2 min de leituraNeste Suíça vs Bósnia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Era um jogo com alguma curiosidade, mas também com desconfiança. A Suíça vinha de um empate que soube a pouco, depois de dominar e não matar. A Bósnia, pelo contrário, vinha de um empate onde resistiu mais do que jogou. E isso acabou por definir muito do que foi este jogo, pelo menos durante muito tempo.
A Suíça entrou melhor, mais subida, mais ativa, a tentar assumir o controlo. Ndoye foi dos primeiros a dar sinal, com um remate perigoso logo cedo, mostrando que havia intenção de ferir. Mas com o passar dos minutos, esse ímpeto foi desaparecendo.
A posse era suíça, claramente, mas sem grande tradução em perigo. Faltava sempre o último passe, a decisão certa no momento certo. Do outro lado, a Bósnia sentia-se confortável nesse cenário. Linha baixa, muita gente atrás da bola e alguma capacidade para sair, principalmente com Džeko, que ainda mostrou qualidade num lance em que segura, espera e cruza com critério, mas sem ninguém para finalizar.
O jogo foi-se tornando algo arrastado. A Suíça com bola, a Bósnia a defender, e poucas situações que realmente mexessem com o jogo. Até houve bons duelos individuais, como Ndoye contra Dedić, mas faltava sempre consequência.
A segunda parte não trouxe uma mudança imediata. A Suíça continuava a tentar, Ndoye ainda arriscou um pontapé de bicicleta interessante, mas tudo muito previsível. A sensação era clara: o empate estava mais perto do que qualquer outra coisa.
Só que o futebol tem estes momentos. Aos 74’, bola trabalhada pela esquerda, primeiro cruzamento bloqueado, insistência no lance, nova tentativa, corte incompleto e a bola sobra na área. Manzambi, que tinha acabado de entrar, não deixa cair e remata de primeira. O guarda-redes ainda toca, mas não evita. Um golo de insistência, mais do que de construção. 1-0.
E aí o jogo mudou completamente. Ainda mais quando, aos 80’, Manzambi volta a aparecer na desmarcação e Muharemović faz falta para travar o lance. Expulsão clara e a Bósnia praticamente sai do jogo ali.
Com mais espaço e mais confiança, a Suíça resolveu. Aos 84’, Embolo recebe no meio da área, segura bem e solta para a esquerda onde aparece Vargas, completamente solto, a finalizar sem dificuldade. Um golo simples, mas que nasce de superioridade clara.
A Bósnia já não reagia, e a Suíça aproveitou. Aos 90’, jogada bem desenhada, Xhaka encontra Vargas na desmarcação e ele assiste para Manzambi, que só tem de encostar. Mais um golo onde tudo acontece com demasiado espaço. 3-1.
Ainda houve tempo para um momento isolado da Bósnia, aos 90+3’, num canto mal resolvido pela defesa, com Mahmić a rematar forte para dentro. Mas foi sol de pouca dura.
Porque logo a seguir, aos 90+7’, Xhaka fecha de penálti. Um lance discutível, mas confirmado. Remate seguro, jogo fechado.
Pós-jogo
A Suíça vence com números largos, mas só dispara depois do primeiro golo e da expulsão. Até aí, muitas dificuldades para criar. A Bósnia esteve organizada, mas caiu completamente após ficar com menos um.


