Al Ahli 2 – 3 Al Nassr

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O Al Ahli e o Al Nassr entraram em campo num dos jogos mais fortes que a Saudi Pro League podia oferecer nesta fase. Mesmo com ausências importantes dos dois lados, a qualidade individual era evidente e o contexto competitivo tornava o duelo ainda mais relevante. O Al Nassr chegava como líder, pressionado pela proximidade do Al Hilal, enquanto o Al Ahli, em casa, queria afirmar-se contra um candidato direto ao título.

O jogo começa de forma caótica e totalmente favorável ao Al Ahli. Logo no primeiro minuto, o Al Nassr entra a dormir e só não sofre por acaso. Esse aviso transforma-se rapidamente em realidade: Galeno explora repetidamente o lado esquerdo frágil do Al Nassr e Ivan Toney abre o marcador aos 7 minutos, aproveitando mais um erro de posicionamento de Saad Al Nasser. O Al Nassr simplesmente não entra no jogo. A linha defensiva alta não funciona, os laterais estão sempre fora de tempo e Galeno faz o que quer. Aos 19 minutos, Toney volta a aparecer, domina com classe e faz o 2-0, num retrato fiel de um Al Nassr completamente desligado.

Quando o jogo parecia fugir de vez, surge um momento inesperado. Um remate longínquo de Al Amri resulta num frango inacreditável de Al-Sanbi e devolve o Al Nassr ao jogo. Curiosamente, esse golo desperta Al Amri, que passa a assumir mais riscos com bola. Já perto do intervalo, ele próprio empata o jogo de cabeça, após cruzamento de Brozovic, fechando uma primeira parte intensa, aberta e muito entretida, apesar do fraco nível defensivo do Al Nassr.

Na segunda parte, Jorge Jesus corrige finalmente os erros óbvios nos corredores, mas o Al Nassr nunca consegue ganhar controlo real do jogo. O Al Ahli mantém-se confortável no caos e volta a marcar aos 55 minutos: Toney, novamente decisivo, tira um cruzamento perfeito na linha final e Demiral aparece livre na pequena área para fazer o 3-2. A partir daí, o Al Nassr entra num desespero pouco organizado. Precisa do empate, mas ataca sem ideias, sem química no último terço e com decisões constantemente erradas.

Cristiano Ronaldo tem uma oportunidade clara que desperdiça, João Félix passa completamente ao lado do jogo e Coman nunca consegue desequilibrar. O Al Ahli baixa linhas, aceita defender com muitos homens e gere o tempo de forma inteligente. O jogo degrada-se nos minutos finais, com expulsões, confusão, decisões arbitrais duvidosas e um clima totalmente fora de controlo. Nawaf ainda mantém o Al Nassr vivo com uma grande defesa nos descontos, mas já era tarde.

No fim, fica a sensação clara de que o Al Ahli ganhou porque foi mais competente, mais preparado e mais confortável nos momentos decisivos. O Al Nassr perde muito mais do que três pontos: perde organização, perde margem de erro e deixa o campeonato completamente em aberto.

Pós-Jogo

Mau jogo do Al Nassr. O ataque não funcionou: Ronaldo, Félix e Coman nunca estiveram realmente ligados ao jogo, não criaram química e não meteram medo. Foram mais de 100 minutos de ataques forçado.
Os laterais então… os quatro que passaram pelo jogo foram fracos. Saad Al Nasser e Ghannam fizeram uma primeira parte horrível, sempre fora de tempo, a dar espaço e a dormir em lances básicos. Boushal e Yahya depois também não resolveram. Nenhuma equipa pode ganhar um jogo quando os corredores são um buraco constante.
Mérito total do Al Ahli. Souberam exatamente o que fazer. Galeno fez o que quis, Toney teve os seus momentos clínicos e a equipa parecia mais confortável dentro dos momentos de caos.
Al Nassr com uma linha alta mal posicionada, expulsão evitável e um jogo que acaba num caos total. E o pior de tudo: o Al Nassr deixa o campeonato ainda mais aberto. Se o Al Hilal ganhar o próximo jogo, passa a liderança. Hoje não foi azar, foram más escolhas e uma execução péssima.

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