Roberto Martínez já é passado na seleção de Portugal e, entre alguns nomes, Jorge Jesus é o favorito e, sinceramente, a melhor opção.
Não digo que sou das melhores pessoas para falar, porque não preciso dessa arrogância, mas sigo de perto o trabalho do Jorge Jesus há 3 anos e, no geral, há uns 6 anos, incluindo o trabalho fantástico no Flamengo. Isto só para dizer que quem fala do Jorge Jesus normalmente fala por cima, porque poucos acompanham o trabalho dele de perto. Limitam-se a dizer: “Ah, ele dominou a liga saudita e a Ásia com o Al Hilal e foi para o Al Nassr ajudar o Cristiano”.
Posto isto, o debate do novo treinador de Portugal passa por nomes como Jorge Jesus, Sérgio Conceição e Abel Ferreira. O Abel Ferreira é o único dos três ainda empregado e, por isso, retiro-o da equação: o tempo dele vai chegar.
Entre Jesus e Conceição, eu gosto muito mais do estilo do Jesus, da pessoa que ele é, deste amor português que recebe, porque é realmente uma figura que os portugueses gostam. Já o Conceição tem uma arrogância que não me parece ideal para liderar um país inteiro.
Há também uma coisa importante: as pessoas pensam que ganhar um título nacional do Al Nassr é como o Barcelona ganhar a La Liga, mas estão enganadas. É mais comparável ao Atlético de Madrid ganhar, o que aumenta ainda mais o mérito.
O Jorge Jesus sabe jogar bem e jogar para ganhar. Futebol bonito, mas funcional. E acima de tudo, algo que eu valorizo muito: a vontade insaciável de querer sempre mais. Podia estar 3-0 e o Al Nassr tranquilo, mas vias o Jorge Jesus fora do banco a gritar para a equipa continuar a pressionar.
Conclusão
Não vejo sequer grande debate sobre quem deve ser o novo treinador de Portugal. E acredito que o Ronaldo ainda jogue mais uma Nations League. Já vimos que o Jorge Jesus sabe usar o Ronaldo, o que é essencial.
Não só isso, como também conseguiu recuperar o João Félix, usando-o numa posição de segundo avançado, e assim ele foi o melhor jogador do campeonato saudita.

