Man City 1 – 1 Chelsea

English English

O contexto não podia ser mais delicado para o Chelsea. Primeiro jogo após a saída de Enzo Maresca, com Calum McFarlane, treinador do sub-21, a assumir interinamente, logo no Etihad contra um Man City pressionado pela corrida ao título. O City vinha de um empate ‘inesperado’ frente ao Sunderland, mas mantinha uma sequência forte antes disso e sabia que perder pontos neste jogo podia ser decisivo. Haaland chegava após dois jogos apagados, enquanto o Chelsea atravessava um momento instável, sem vencer há três partidas, mas com o histórico recente a mostrar que, mesmo no caos, o clube costuma competir.

Desde o apito inicial, o City assumiu completamente o controlo do jogo. Posse prolongada, linhas subidas e construção com três atrás, mas sempre diante de um Chelsea muito recuado, focado quase exclusivamente em fechar espaços. O problema para o City foi a falta de criatividade e de precisão no último terço. Muitos passes para a profundidade ou bolas levantadas que não resultavam, e um Haaland demasiado desligado do jogo, com pouquíssimos toques na bola durante grande parte da primeira parte.

O Chelsea praticamente não existiu ofensivamente nos primeiros 45 minutos. Teve muita dificuldade em sair a jogar, não pressionou de forma consistente e raramente conseguiu ligar transições. Mesmo assim, o City também demorou a criar verdadeiro perigo. Só a partir da meia hora surgiram as melhores situações, com Haaland a começar finalmente a aparecer, acertando no poste e obrigando Jørgensen a uma boa defesa. O domínio era claro, mas a eficácia continuava a faltar.

O golo acaba por surgir já perto do intervalo, num lance debativelmente confuso, mas premiando a insistência do City. A tentativa de passe para Haaland sobra para Reijnders, que puxa para o pé esquerdo e remata forte para o poste mais próximo, colocando justiça mínima no marcador. Ainda antes do intervalo, o City desperdiça mais uma ou duas situações que podiam ter ampliado a vantagem, deixando a sensação de que o jogo estava controlado, mas longe de estar resolvido.

Na segunda parte, o cenário manteve-se semelhante. O City continuava por cima, Haaland começou a envolver-se mais com espaço para conduzir, mas a definição continuava fraca. O Chelsea, por sua vez, seguia com enormes dificuldades para criar. Passados mais de 60 minutos, ainda não tinha qualquer remate enquadrado com a baliza, vivendo apenas de pequenos momentos isolados e de muita resistência defensiva.

Com o avançar do jogo, o City foi perdendo clareza. Criou menos do que devia para quem estava em vantagem, e começou a permitir que o Chelsea acreditasse. Algumas oportunidades surgiram, mas nenhuma das duas equipas conseguiu ser realmente eficaz. Cole Palmer teve um jogo muito abaixo do esperado, Pedro Neto pouco acrescentou, e mesmo quando o Chelsea conseguia chegar perto da área, as decisões finais eram quase sempre erradas.

Quando tudo apontava para uma vitória curta, mas tranquila do City, o jogo muda nos descontos. Num lance confuso dentro da área, após cruzamento de Gusto, a defesa do City falha várias vezes no alívio. Enzo falha o primeiro remate, Donnarumma defende de forma que pôde, e na recarga o médio argentino consegue finalmente empurrar a bola para dentro da baliza. Um golo inesperado, tardio, e que muda completamente a leitura do resultado.

Pós-jogo

Empate com um sabor totalmente diferente para cada lado. O Man City vai sair deste jogo frustrado, porque fez o suficiente para ganhar. Teve mais bola, mais controlo, criou as melhores oportunidades e podia ter matado o jogo muito antes. O City paga caro por não ter sido mais clínico quando dominava.
O Chelsea, por outro lado, sobreviveu. Defendeu durante grande parte do jogo, criou até relativamente pouco, teve dificuldades para chegar à baliza e conseguiu um milagre nos últimos minutos. Mérito pela crença do Chelsea que nunca desistiu, mesmo com uma exibição ofensiva muito pobre.
No geral, o empate é tanto castigo para o City quanto prémio para o Chelsea. O City perde dois pontos importantes na corrida pelo título, enquanto o Chelsea leva um belo resultado para o contexto em que está.

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Scroll to Top