Inglaterra 1 – 2 Argentina | Análise

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Neste Inglaterra vs Argentina analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Não foi bonito, mas também nunca ia ser. Inglaterra e Argentina trouxeram para o jogo tudo o que se esperava, menos futebol durante muito tempo. Muito choque, muitas faltas, muita tensão. Bola jogável, quase nenhuma.

A primeira parte foi praticamente um bloqueio constante. Sempre que alguém tentava acelerar, vinha uma falta, um corpo, uma interrupção. A Inglaterra até entrou mais intensa, sobretudo fisicamente, com Spence a dar algum desequilíbrio pela esquerda, mas tudo morria antes de virar verdadeiro perigo.

Do lado argentino, o plano era claro: Messi como centro de tudo. Baixava, recebia, tentava ligar, mas estava sempre rodeado. E quando não era ele, simplesmente não havia criação. Era previsível, mas ao mesmo tempo controlado.

Resultado disso? Zero remates enquadrados até ao intervalo. Um jogo mais jogado na cabeça do que nos pés. E, curiosamente, mais confortável para a Argentina, que gosta deste ritmo mais pausado, mais travado.

Mas o jogo tinha que abrir em algum momento. E abriu.

Aos 55’, finalmente uma jogada limpa. Morgan Rogers recebe na direita, levanta a cabeça e mete um cruzamento tenso para o segundo poste. Gordon aparece nas costas de Molina, que fica completamente desligado do lance, e finaliza sem dificuldade. Um movimento simples, mas muito bem executado. 1-0.

E aqui parecia que a Inglaterra tinha encontrado o caminho. Logo a seguir, Spence faz um corte absurdo sobre Simeone que vale praticamente um golo. Era o momento inglês.

Só que decidiram recuar.

A Inglaterra baixou linhas, começou a defender com tudo, quase a convidar a Argentina a subir. E isso, contra uma equipa que tem Messi, é brincar com o fogo.

A pressão foi aumentando. Primeiro sinais, depois oportunidades claras. Mac Allister acerta na trave, Pickford começa a aparecer mais vezes, e o jogo começa a inclinar.

Até que aos 85’, não deu mais para segurar. Messi recebe à entrada da área, atrai, solta para Enzo Fernández que aparece com espaço. Demasiado espaço. Remate de fora da área, forte, colocado. 1-1. Um golo que já estava a ser anunciado há vários minutos.

E o problema para a Inglaterra não foi só sofrer. Foi perceber que já não sabia atacar. A equipa estava montada para defender aquela vantagem. Quando ela desapareceu, não havia plano B. E a Argentina sentiu isso.

Aos 90+2’, o golpe final. Remate inicial, bola no poste, confusão na área. Messi reage primeiro, ganha a bola na esquerda e cruza com precisão. A defesa inglesa está toda dentro da área, desorganizada, e Lautaro Martínez aparece no meio para cabecear para dentro. 1-2.

Virada completa. Caos total.

Até ao fim, a Inglaterra tentou, mais com desespero do que com ideia, mas já era tarde.

Pós-jogo

A Argentina volta a uma final de Mundial e muito por causa do mesmo de sempre. Messi decide, mesmo quando o jogo não ajuda. Duas assistências, liderança total no momento crítico.
Já a Inglaterra cometeu um erro clássico: marcou e deixou de jogar. Quando precisou de reagir, não tinha ferramentas nem solução. É uma derrota que custa, mas que explica muita coisa.

Estatísticas no final do jogo

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