Flamengo 1 – 1 São Paulo | Análise

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Neste Flamengo vs São Paulo analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Maracanã cheio, jogo grande, mas com um detalhe curioso: intensidade emocional alta, fluidez baixa. Flamengo entra pressionado pela tabela, a olhar para o topo e para o ritmo do Palmeiras. O São Paulo chega com outro peso, mais leve, quase a tentar reaprender a ser grande em noites destas. Favoritismo do Flamengo? Sim, mas com respeito.

A primeira parte nunca embala totalmente. Logo cedo, Calleri dá de peito e Wendell dispara por cima, num daqueles lances que prometem mais do que entregam. Do outro lado, Pedro lança Lorran na profundidade, mas Rafael resolve sem drama. E fica essa sensação: boas ideias, pouca continuidade.

Aos 19’, o melhor momento até então. Jogada pela direita, Royal aparece em overlap, bola entra na área, Samuel Lino tem lucidez e ajeita para trás. Pulgar chega solto e dispara com força, travessão. É daqueles lances que pedem golo. Não entrou, mas mostrou caminho.

O problema é que o jogo para demasiado. Muitas faltas, ritmo quebrado, ninguém consegue impor sequência. E isso acaba por favorecer o São Paulo, que defende bem e impede o Flamengo de se instalar. Há até um golo anulado aos 28’, Marcos António finaliza bem depois de um lance aéreo, mas está adiantado. Decisão clara.

No geral, a primeira parte deixa uma leitura inesperada: ligeiramente melhor o São Paulo. Não tanto por criar mais, mas por controlar melhor o desconforto do jogo. O Flamengo, com bola dividida e meio-campo pouco inspirado, fica aquém.

A segunda parte muda um pouco o tom. O Flamengo sobe linhas, aumenta a pressão e começa a empurrar o São Paulo para trás. Aos 56’, Lorran cruza bem e Bruno Henrique testa Rafael, que responde com grande defesa. É um aviso.

O golo chega logo a seguir, aos 57’. Canto batido por Lorran, Jorginho desvia na pequena área e Léo Pereira aparece para encostar. Um toque simples, quase discreto, mas eficaz. O Flamengo faz o mais difícil e ganha vantagem num jogo que pedia paciência.

E parecia que o controlo estava ali. O São Paulo não rematava, não assustava, estava encaixado. Só que o futebol tem estas quebras de lógica. Aos 70’, cruzamento para a área e Calleri faz o que sabe. Movimenta-se melhor que Vitão, ganha na frente e cabeceia com qualidade para o empate. Um lance clássico de avançado.

A partir daí, o jogo entra numa zona estranha. O Flamengo quer, mas não consegue acelerar como precisa. O São Paulo não tem grande interesse em partir o jogo. Há um pedido de penálti por mão, mas o gesto é natural. E o tempo vai passando, com pouca sensação de perigo real.

Ainda há um momento final, já nos descontos, com golo anulado a Samuel Lino. Confusão na área, bola sobra e ele finaliza com força, mas Wallace Yan estava fora de jogo no início. Frustração no Maracanã.

Pós-jogo

Empate que sabe melhor ao São Paulo do que ao Flamengo. A equipa carioca teve mais iniciativa na segunda parte, mas nunca foi dominante ao ponto de justificar outro resultado.

Estatísticas no final do jogo

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