Ferencvaros 1 – 2 Real Madrid | Análise

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Neste Ferencvaros vs Real Madrid analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Há jogos amigáveis que passam e há outros que deixam sinais. Este Ferencvaros 1-2 Real Madrid foi mais do segundo tipo, mas não exatamente pelos melhores motivos para os espanhóis. Quase meio de agosto, ritmo ainda em construção, ideias a serem testadas, mas com exigência mínima já presente. E, mesmo assim, o Real nunca foi totalmente dono do jogo como se esperava.

O início teve mais barulho do que futebol. Literalmente. As bancadas do Ferencvaros empurravam a equipa e isso notava-se numa entrada sem medo. Logo cedo, um lance claro: bola na mão de Dumfries dentro da área. Pénalti evidente que ficou por marcar, típico de amigável sem grande rigor. Um aviso para um Real que entrava algo desligado, previsível, muito preso ao lado direito e com pouca criatividade no último terço. Endrick, por exemplo, teve dificuldades entre centrais, decidindo mal quando tinha opções.

O jogo arrastava-se sem grandes oportunidades claras, com posse do Real mas sem profundidade real. Faltava intensidade, faltava rasgo. Até que, aos 41’, desbloqueou-se numa bola parada. Canto trabalhado, bola a circular até chegar a Ciria, que cruza tenso e com qualidade para a área. Mário Rivas aparece solto, demasiado solto, e cabeceia com força para o fundo da baliza. 0-1. Um golo que nasce mais da desorganização defensiva do Ferencvaros do que propriamente de uma grande jogada coletiva, mas que cumpria o essencial: colocar o Real na frente.

A segunda parte trouxe mudanças e nomes novos, mas também outra dinâmica. Aos 49’, o melhor momento coletivo do Real no jogo. Troca de bola rápida, Valverde a aparecer bem na área e a assistir para Carlos Espí, que só teve de encostar. 0-2. Simples, eficaz, e aí sim, com cara de Real Madrid. Parecia que o jogo ia finalmente cair para um domínio tranquilo.

Mas não. Aos 57’, o Ferencvaros responde. Bola nas costas, Kodro ataca o espaço com facilidade, ganha a Rüdiger em velocidade e finaliza com frieza. 1-2. Um golo que expõe fragilidade defensiva e falta de concentração, especialmente num contexto em que isso não pode acontecer, nem em amigáveis. Mourinho não gostou, e percebeu-se.

A partir daí, o jogo equilibrou-se. E isso diz muito. O Real deixou de controlar, perdeu intensidade e nunca mais conseguiu impor-se com clareza. Vini Jr, no regresso, esteve apagado. Já Güler foi dos poucos a dar critério e presença constante. Ainda assim, pouco para um conjunto que deveria estar noutro nível, mesmo em pré-época.

E no fim, ficou a sensação estranha: o Real ganhou, mas não convenceu. E o Ferencvaros, mesmo perdendo, saiu mais vivo do que muitos esperariam.

Pós-jogo

Resultado justo, mas exibição que levanta dúvidas. O Real Madrid mostrou momentos, sobretudo no segundo golo, mas no geral foi curto, pouco intenso e defensivamente permissivo. Há talento, há opções, mas falta consistência.

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