Man City 3 – 1 Atlético | Análise

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Neste Man City vs Atlético de Madrid analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Havia curiosidade real para ver este novo Manchester City sem Guardiola, agora com Maresca ao leme, e o teste não podia ser muito mais exigente. Do outro lado, um Atlético sempre competitivo, sempre difícil de desmontar. Amigável, sim, mas daqueles que dizem coisas.

O City entrou melhor, mais solto, com Savinho e Semenyo a causarem problemas constantes pelos lados. Logo cedo, Dani Martínez compromete num passe atrasado e quase oferece o primeiro. Era um sinal do que vinha aí: pressão alta, recuperação rápida e um Atlético ainda a ajustar-se, sobretudo no meio-campo. Reijnders pegava no jogo e conduzia sem grande oposição, mas faltava sempre o último detalhe. E esse detalhe foi sendo adiado. Savinho passava, Semenyo insistia, mas o bloco de cinco do Atlético fechava tudo lá dentro.

E depois, futebol a ser futebol. Aos 43’, no primeiro remate enquadrado, o Atlético marca. Canto aparentemente resolvido, mas a bola sobra e Hjulmand faz tudo bem: domina dentro da área, ganha espaço entre centrais e assiste Jorge Domínguez. O miúdo de 16 anos, frio, remata colocado e bate Donnarumma. 0-1. Um golo que nasce do caos e da eficácia, exatamente o oposto do que o City estava a ser.

A segunda parte muda o tom quase de imediato. O City volta mais agressivo e, desta vez, transforma domínio em golo. Aos 57’, Semenyo insiste pela esquerda, evita que a bola saia, ganha no drible a Carlos Martín e chega à linha. Cruzamento tenso para a pequena área e Marmoush aparece no sítio certo a encostar. 1-1. Simples, mas construído com insistência.

E nem deu tempo para respirar. Aos 59’, praticamente na jogada seguinte, repetição do padrão. Outra vez Semenyo a ganhar nas costas de Martín, outra vez bola rasteira na pequena área e outra vez Marmoush a finalizar. 2-1. O lance deixa dúvidas por possível fora de jogo no início, mas segue. E conta. Dois golpes rápidos que viram completamente o jogo.

O Atlético até tentou reagir, já com muitas mudanças e outra frescura em campo, mas nunca mais conseguiu ter o controlo emocional do jogo. O City, sem ser brilhante, foi mais consistente. Semenyo foi claramente dos mais perigosos, sempre a empurrar a equipa para a frente, enquanto do lado espanhol o impacto ofensivo apareceu mais tarde, mas sem grande sequência.

Ainda assim, houve tempo para fechar a história. Aos 90’, Ait-Nouri primeiro falha um domínio escandalosamente fácil isolado, mas segundos depois redime-se. Pressão alta do City, recuperação rápida, a bola sobra-lhe com espaço e desta vez não facilita: remate colocado para o 3-1 final.

Não foi um City avassalador, mas foi um City que soube reagir. E isso, nesta fase, já diz bastante.

Pós-jogo

Vitória justa do Manchester City, sobretudo pela reação na segunda parte. Maresca ainda está a moldar a equipa, mas há ideias claras, principalmente na forma como explora os corredores. Semenyo destacou-se claramente. Já o Atlético mostrou o habitual rigor defensivo em muitos momentos, mas sofreu demasiado quando o ritmo aumentou. O resultado não é dramático, mas deixa pistas.

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