Hearts 1 – 1 Benfica | Análise

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Neste Hearts vs Benfica analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Há jogos que criam expectativa e há jogos que servem apenas para cumprir calendário. Este encontro entre Hearts e Benfica estava claramente na segunda categoria. Depois do 6-1 da primeira mão, a eliminatória estava completamente resolvida e ninguém acreditava numa reviravolta. O objetivo do Hearts era deixar uma imagem melhor diante dos seus adeptos. O do Benfica era simples: gerir o resultado, evitar problemas e confirmar a passagem para a próxima ronda, onde, muito provavelmente, o Aarhus já espera.

E foi exatamente isso que se viu durante praticamente todo o encontro.

O Benfica entrou mais confortável e foi a primeira equipa a criar perigo. Jhon Durán apareceu cedo no jogo e mostrou aquilo que toda a gente já conhece: potência no remate. O problema é que os dois primeiros disparos saíram desenquadrados.

A grande dúvida era perceber de que forma o Hearts conseguiria criar oportunidades. A resposta acabou por ser simples: praticamente não conseguiu. A equipa escocesa teve um remate com algum perigo por intermédio de Guendouz, mas Samuel Soares resolveu a situação sem qualquer dificuldade.

Entretanto, o Benfica ia controlando o jogo. A posse de bola ultrapassava os 60% e, mesmo sem acelerar muito, a equipa portuguesa continuava a criar mais perigo. Richard Ríos esteve perto de marcar depois de um canto estudado, Sudakov quase apareceu no segundo poste para finalizar um cruzamento rasteiro de Durán e Lukebakio também conseguiu criar desequilíbrios pelo lado direito.

O Benfica estava melhor, mas jogava quase em modo económico. Criava oportunidades, mas faltava aquela sensação de urgência. Afinal, a eliminatória já estava decidida.

A melhor oportunidade da primeira parte apareceu aos 36 minutos. Depois de uma sequência confusa dentro da área, Amar Dedic apareceu ao segundo poste, cabeceou de forma pouco convencional e acertou no travessão. Pouco depois, Schjelderup puxou para dentro, rematou e obrigou Beau Reus a uma boa defesa.

O lado esquerdo do Benfica estava claramente mais ativo e era por ali que apareciam os principais momentos ofensivos.

A segunda parte começou com um Hearts mais atrevido. Aos 53 minutos, Calvin Miller chegou mesmo a colocar a bola dentro da baliza, mas o lance foi anulado por fora de jogo de Joshua McPakem. Foi um aviso importante, porque o Benfica entrou demasiado passivo no recomeço da partida.

Aliás, não era segredo para ninguém que Marco Silva não estava satisfeito com a exibição da equipa. Isso foi sendo referido várias vezes durante o jogo e percebeu-se perfeitamente porquê.

O Benfica voltou a recuperar o controlo e parecia caminhar tranquilamente para um empate sem golos, mas, aos 77 minutos, apareceu o melhor momento do Hearts. Kaboré conseguiu resistir à marcação de dois jogadores do Benfica, a bola sobrou para Magnússon e o médio não desperdiçou. Remate de fora da área e um grande golo para fazer o 1-0.

A vantagem escocesa, no entanto, durou apenas um minuto.

Aos 78, José Neto recebeu pela esquerda, levantou a cabeça e tocou para trás. Lukebakio apareceu na entrada da área e rematou rapidamente para o empate. Um lance simples, direto e eficaz.

Até ao final, o Benfica ainda esteve perto do segundo golo através de Leandro Barreiro, mas Beau Reus voltou a responder. No fundo, pouco importava. A eliminatória estava decidida desde a primeira mão e o empate apenas confirmou aquilo que toda a gente já sabia.

Pós-jogo

O resultado do jogo acaba por ser justo, mas o verdadeiro resultado da eliminatória foi o da primeira mão. O Hearts mostrou mais personalidade neste encontro, conseguiu marcar e deixou uma imagem mais competitiva.

Estatísticas no final do jogo

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