Man United 2 – 4 Milan | Análise

English English · 2 min de leitura

Neste Man United vs Milan analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Há amigáveis que acabam por carregar histórias suficientes para chamar a atenção. Este era um deles. O Manchester United recebia o Milan a poucos dias do arranque oficial da temporada, mas o grande destaque estava no banco da equipa italiana. Ruben Amorim voltava a enfrentar o clube que orientou durante meses e do qual saiu depois de um trabalho que ficou muito abaixo das expectativas.

Do outro lado estava um Manchester United agora entregue a Michael Carrick, naquela que será a sua primeira temporada completa no comando da equipa. E, olhando apenas para os nomes, a sensação era clara: o United tinha mais argumentos.

O jogo começou praticamente com um golo. Aos 2 minutos, Bruno Fernandes cobrou um canto para o segundo poste e Maguire fez aquilo que sabe fazer muito bem. Ganhou espaço sobre Musah e cabeceou para o fundo da baliza. Colocar um médio com 1,78 m a marcar um dos jogadores mais fortes do adversário no jogo aéreo parecia uma ideia arriscada e o Milan pagou imediatamente por isso.

Mesmo em desvantagem, a equipa italiana foi crescendo. Houve erros evidentes na construção, sobretudo por parte de Pavlovic, que voltou a mostrar dificuldades com a bola nos pés. Num sistema como o de Ruben Amorim, os centrais têm uma importância enorme na saída de bola e, pelo menos neste jogo, o capitão do Milan não transmitiu segurança.

A pressão do United funcionava e o Milan tinha dificuldade em ultrapassar a primeira linha. Ainda assim, a posse de bola começou a inclinar-se claramente para os italianos. O problema era transformar essa superioridade em oportunidades.

Loftus-Cheek foi o primeiro a aproximar-se do empate, mas encontrou um inspirado Lammens. O guarda-redes do United voltou a aparecer pouco depois com uma defesa ainda melhor, mantendo a vantagem da equipa inglesa.

Mas o empate acabou mesmo por chegar aos 37 minutos. Jashari conseguiu proteger a bola, a defesa do United perdeu completamente as referências e Gonçalo Ramos, dentro da área, teve inteligência suficiente para não rematar. Tocou para o lado e deixou Chukwueze apenas com o trabalho de encostar para o 1-1.

O United teve a oportunidade perfeita para voltar a ficar na frente antes do intervalo. Aos 40 minutos, Terracciano perdeu a bola numa zona proibida e o lance terminou com um penálti. Bruno Fernandes assumiu a responsabilidade, rematou com força, como quase sempre faz, mas Torriani respondeu com uma excelente defesa.

A segunda parte começou com o mesmo problema do Milan: os erros individuais dos centrais. Aos 51 minutos, Terracciano tentou atrasar a bola para o guarda-redes, mas o passe saiu demasiado curto. Dorgu antecipou-se e aproveitou o presente para fazer o 2-1.

Só que o Milan estava a jogar cada vez melhor.

Aos 57 minutos, Chukwueze recebeu pela direita, entrou na área, ganhou o duelo individual e colocou a bola no segundo poste. Cissé apareceu sozinho e fez o empate.

O mais interessante foi perceber que os golos do Milan começaram a parecer repetidos. Aos 68 minutos, uma nova triangulação abriu espaço para Chukwueze cruzar e Gonçalo Ramos cabecear para o 2-3. Três minutos depois, outra combinação rápida entre Ramos e Loftus-Cheek desmontou completamente a defesa inglesa. O médio correu com muito espaço pela frente, ficou cara a cara com Lammens e definiu com tranquilidade para o 2-4.

A partir daí, o United pareceu perdido. Rashford teve uma oportunidade clara e nem conseguiu finalizar corretamente. Maguire ainda obrigou Torriani a uma boa defesa, mas a sensação era de uma equipa sem ideias.

Pós-jogo

O resultado é pesado para o Manchester United, mas acaba por premiar a equipa que mais cresceu ao longo do jogo. O Milan começou mal, voltou a cometer erros defensivos graves, mas conseguiu evoluir durante a partida.

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Scroll to Top