· 2 min de leituraNeste Casa Pia vs Benfica analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Benfica entrou em campo com a obrigação de responder ao empate da primeira jornada e não podia pedir muito melhor começo. Aos 3’, Prestianni partiu da esquerda para dentro, conduziu com espaço e arriscou de fora da área. O remate parecia ir na direção de David Sousa, mas o central do Casa Pia não conseguiu cortar bem de cabeça e acabou por desviar a bola para tirar André Gomes do lance. 0-1 e Benfica na frente muito cedo.
O Casa Pia até teve bola e tentou construir, mas foi quase sempre uma posse inofensiva. Gabi Pereira ainda acertou no poste aos 14’, mas, praticamente no lance seguinte, o Benfica respondeu com outro golpe. Rochinha perdeu a bola sob pressão, Pavlidis conduziu e esperou pelo movimento de Rafa, que apareceu isolado e levantou a bola por cima do guarda-redes com enorme qualidade. 0-2.
O Benfica controlava sem grandes problemas, defendendo num 4-4-2 sem bola, com Pavlidis e Sudakov na frente e Rafa a fechar pelo lado direito. E continuava a criar. Aos 35’, num ataque de quatro para quatro, Prestianni encontrou Sudakov dentro da área, mas o ucraniano rematou sem força e André Gomes defendeu. É mais uma oportunidade que mostra um Sudakov ainda longe do seu melhor momento.
O intervalo chegava com 59% de posse para o Benfica, 10 remates contra apenas um do Casa Pia e 1,42 de xG contra 0,08. A diferença já era clara, mas o que aconteceu depois foi uma autêntica avalanche.
Aos 47’, Rafa e Pavlidis combinaram, com o passe de Rafa a passar entre as pernas do guarda-redes. Pavlidis ganhou a posição e não perdoou. 0-3. Dois minutos depois, o avançado grego voltou a marcar: recuperou após pressão ofensiva, fintou dois adversários e puxou para a esquerda antes de rematar para o fundo da baliza. 0-4 e o Casa Pia completamente perdido, ainda por cima depois de Ofori oferecer a bola demasiado perto da área.
Aos 54’, Rafa abriu na direita para Leandro Barreira, que colocou a bola para dentro da área e encontrou novamente Pavlidis. O grego completou o hat-trick em apenas oito minutos. 0-5. E ainda havia mais.
Aos 58’, Dalh cruzou rasteiro junto à linha final, mas a bola bateu em Ofori e entrou na própria baliza. 0-6. Aos 61’, Jhon Durán, apenas dois minutos depois de entrar, aproveitou um ressalto, dominou e disparou de pé esquerdo de fora da área. Categoria pura. 0-7.
Na segunda parte, o Benfica chegou aos 75% de posse e continuou a empurrar o Casa Pia para trás. Aos 90+2’, ainda houve uma expulsão de Domingos José Gabriel Bandeira, que esteve apenas 13 minutos em campo. O ritmo acabou por baixar nos minutos finais, naturalmente, mas a mensagem estava dada: depois do empate na estreia, o Benfica respondeu com uma goleada absurda e uma segunda parte em que simplesmente atropelou o adversário.
Pós-jogo
Benfica vence, convence, num jogo que não era difícil, mas tinha pressão para a vitória. Humilhação em Rio Maior e o Casa Pia precisa de acordar, porque hoje foi feio.


