· 2 min de leituraNeste Atlético vs Málaga analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
A primeira jornada da La Liga trouxe o Málaga à La Liga, oito anos depois, mas o adversário não podia ser mais complicado. O Atlético era claramente favorito, embora ainda esteja longe da força máxima, porque muitos dos seus jogadores estiveram na final do Mundial e tiveram pouco tempo para recuperar. E, claro, continua sem Julián Álvarez, ainda envolvido na novela com o clube e com o desejo de sair para o Barcelona.
O jogo começou praticamente sem história. O Atlético defendia num 5-3-2, com Lookman e Arnau Ortiz na frente, embora Lookman aparecesse demasiado centralizado e acabasse por ficar bastante isolado. Quando Ortiz recuava, a equipa passava para um 5-4-1, deixando o nigeriano sozinho na frente. Jorge Domínguez, com apenas 16 anos e 1,92 metros, começava como lateral-direito, mas ao defender aparecia como central pela direita, enquanto Carlos Martín baixava para essa posição.
O Atlético não conseguia criar. Aos 20 minutos, nenhuma das equipas tinha sequer chegado perto de uma verdadeira oportunidade. O primeiro remate enquadrado só apareceu aos 35’, de Rodrigo Mendoza, e a primeira parte foi bastante aborrecida para quem estava a ver como neutro. O Málaga até teve um momento perigoso já nos descontos, obrigando Oblak a duas defesas, mas a jogada acabaria anulada por fora de jogo.
O problema do Atlético estava na frente. Lookman esteve completamente desaparecido, com apenas 11 toques e dois dribles falhados. Era preciso mudar alguma coisa.
No intervalo, Domínguez saiu para a entrada de Llorente e, pouco depois, o Atlético começou finalmente a acelerar. Mendoza voltou a aparecer dentro da área e obrigou Herrero a uma boa defesa, enquanto Kang-In Lee entrou aos 57’ e trouxe outra qualidade ao ataque. Aos 59’, já tinha testado o guarda-redes do Málaga de fora da área.
E foi precisamente Lee quem desbloqueou a partida. Aos 70’, recebeu no corredor direito, conduziu para dentro e disparou um remate absolutamente indefensável. Estreia oficial pelo Atlético, 13 minutos em campo e primeiro golo. Que estreia de sonhos. 1-0
O Málaga começou então a ter muito mais dificuldades para travar o Atlético. Aos 74’, Lee voltou a aparecer entre linhas e encontrou Lookman, que obrigou Herrero a mais uma grande defesa. A evolução era evidente, embora o Atlético ainda esteja longe do nível desejado.
Aos 85’, chegou a confirmação. Baena ganhou um livre distante, bateu com enorme qualidade, a bola ainda tocou no travessão e entrou. Um golaço para fazer o 2-0 e praticamente matar o jogo. Também ele tinha vindo do banco, mas, num cenário normal, seria titular.
O Málaga ainda procurou um golo, mas o Atlético é forte defensivamente e os visitantes têm limitações no ataque. E, para fechar uma noite pouco feliz, Lookman voltou a desperdiçar uma bola longa nos descontos, sem sequer conseguir rematar.
Pós-jogo
Vitória justa do Atlético, mas sem convencer. O resultado apareceu quando a equipa finalmente acelerou, e as entradas de Lee e Baena fizeram toda a diferença. Para o Málaga, fica uma derrota esperada, mas uma primeira jornada contra um dos candidatos ao topo nunca seria fácil.


