· 2 min de leituraNeste Brentford vs Tottenham analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
A Premier League começava com um teste bem sério para o Tottenham. Depois de uma temporada em que esteve perto de ser rebaixado, o clube investiu pesado a pedido de Roberto De Zerbi e agora existe pressão para perceber até onde esta nova equipa pode chegar. O problema é que o primeiro adversário foi o Brentford, uma equipa que raramente facilita, com Igor Thiago na frente depois dos 22 gols que marcou na última Premier League.
E o Brentford não perdeu tempo a mostrar quem mandava. Aos 12’, depois de uma boa jogada posicional, Sangaré encontrou Igor Thiago, que devolveu de primeira na desmarcação. Sangaré ficou com espaço e serviu Lewis-Potter dentro da área, com o lateral esquerdo a fazer o mais simples para abrir o placar. Um gol perfeitamente construído e uma vantagem totalmente merecida. 1-0
O Brentford estava em todo o lado. Pressionava alto, recuperava rapidamente e não deixava o Tottenham respirar. Aos 19’, Igor Thiago ainda acertou no travessão, embora a jogada acabasse anulada por impedimento. Aos 23 minutos, a sensação era clara: não era apenas o Brentford a jogar com mais vontade, era uma equipa que parecia saber exatamente o que fazer em cada momento.
Do outro lado, o Tottenham não encontrava respostas. O meio-campo praticamente desapareceu. Tonali não aparecia, Gallagher estava amarelado e pouco influente, enquanto Bergvall teve uma primeira parte para esquecer. Aos 33’, voltou a perder a bola na saída, Jensen rematou e Kinsky defendeu como conseguiu, mas a bola sobrou para Janelt, que fez o 2-0. Uma primeira parte horrível do Tottenham.
Na segunda parte, a situação ficou ainda pior. Aos 48’, um canto chegou ao segundo poste e Sangaré rematou para uma boa defesa de Kinsky. O guarda-redes ainda evitou o terceiro naquele momento, mas Kayode estava no lugar certo para aproveitar a sobra e empurrar para o fundo da rede.
O Tottenham tentou reagir. Moore obrigou Kelleher a uma boa defesa num contra-ataque e, pouco depois, o Brentford teve um pênalti após falta de Bentancur sobre Kevin Schade. Igor Thiago, porém, acertou no poste. O 3-0 mantinha-se.
O Tottenham passou a ter muita bola, chegando aos 68% na segunda parte, mas isso pouco significava. Faltava velocidade, faltavam espaços, ou melhor, faltava ainda tudo. Mateus Fernandes ainda encontrou Moore numa boa posição, mas o extremo preferiu rematar em vez de devolver a bola e perdeu uma oportunidade enorme.
O Brentford já geria tranquilamente. Defendia bem, fechava os espaços e deixava o Tottenham circular sem grande perigo. Quanto mais os visitantes tentavam atacar, mais se abriam, permitindo até alguns contra-ataques perigosos.
Aos 82’, os torcedores do Tottenham começaram a abandonar o estádio. E era difícil culpá-los. O investimento foi enorme, mas a estreia foi um desastre completo: 3-0, nenhuma ameaça real durante grande parte do jogo e uma equipa que pareceu perdida durante demasiados minutos.
Pós-jogo
Os fãs do Tottenham tinham muito otimismo para o começo da temporada e tiveram um balde de água fria. 3-0 no primeiro jogo da temporada podia indicar vários sinais negativos e que esta temporada podia ter igual às anteriores.


