· 2 min de leituraNeste Al Ettifaq vs Al Nassr analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O primeiro grande teste deste novo Al Nassr de Ange Postecoglou começou da pior maneira possível. Cristiano Ronaldo e Samu Costa eram titulares, mas aos 12’ tudo mudou. Bento foi expulso depois de uma saída completamente desnecessária, numa jogada em que Salem também podia ter resolvido muito melhor. O Al Nassr ficava com menos um e Ângelo teve de sair para entrar o jovem Abdulrahman Al Otaibi, de apenas 18 anos.
A partir daí, deixou de ser um jogo de futebol normal e passou a ser uma questão de sobrevivência. O Al Nassr baixou para um 4-4-1, com Ronaldo isolado na frente, e perdeu naturalmente a capacidade de pressionar alto. E aqui tenho de ser muito claro: Bento não pode continuar no Al Nassr.
Não é a primeira vez que falha num momento importante. Já houve o erro absurdo contra o Al Hilal na temporada passada e, agora, voltou a comprometer uma partida grande. Um guarda-redes pode ser decente entre os postes, mas se não transmite segurança quando mais é preciso, não serve para uma equipa que quer ser campeã.
O primeiro golo surgiu aos 31’. Coman perdeu a bola, Duda recebeu de fora da área e rematou sem grande qualidade, mas a bola foi saltitando até Al Otaibi, que tinha tudo para agarrar. Não conseguiu e acabou por colocar a bola dentro da própria baliza. Um frango enorme para o jovem guarda-redes, que estava a ser lançado numa situação completamente absurda.
Mesmo com dez, o Nassr ainda conseguiu criar alguns momentos. Ronaldo obrigou Al Jawsh a uma boa defesa, João Félix também ficou perto do empate e Coman teve uma bela jogada individual. Mas recuperar a bola era muito difícil e o Ettifaq continuava a ter espaço para rematar de fora da área.
E aos 45+4’ veio outro golpe. Medrán conduziu sem oposição, rematou de fora da área e Al Otaibi voltou a tocar na bola, mas deixou-a entrar. Duas mãos e dois erros. 2-0. Parecia acabado.
Só que não estava.
Ronaldo saiu ao intervalo e João Félix passou a ser a referência ofensiva. O Ettifaq tinha mais posse, mas não estava propriamente a jogar bem, e o Nassr começou a perceber que ainda podia fazer alguma coisa. Aos 74’, um passe rasteiro encontrou Mané, que afastou o marcador e reduziu. Quatro minutos depois, Félix bateu um cruzamento perfeito e Al Amri ganhou no ar para fazer o 2-2. Segunda assistência de Félix e um milagre que já parecia impossível.
A partir daí, o Nassr foi atrás da vitória. Mané ainda obrigou Al Jawsh a uma defesa e, aos 90’, aconteceu a reviravolta histórica. Mais uma vez Mané apareceu para finalizar e fazer o 2-3.
É uma vitória completamente absurda. O Al Nassr jogou quase todo o encontro com dez, sofreu dois golos em erros individuais enormes e mesmo assim conseguiu virar o resultado. Hoje vimos história.
Pós-jogo
Bento foi o grande responsável por colocar a equipa nesta situação, enquanto Al Otaibi também teve uma estreia para esquecer. Mas João Félix e, sobretudo, Sadio Mané recusaram-se a aceitar a derrota. O primeiro grande teste de Postecoglou acabou por ser uma loucura. Al Nassr conseguiu. O AL NASSR CONSEGUIU.


