· 2 min de leituraNeste Tottenham vs Newcastle analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
A segunda jornada da Premier League trouxe mais um problema para o Tottenham. Depois do 3-0 sofrido contra o Brentford, havia aqui uma oportunidade para responder, mas o Newcastle, que deixou escapar a vitória contra o Liverpool na primeira ronda, chegou a Londres com sinais bem melhores. E acabou por confirmar essa diferença.
O início foi equilibrado, com Elanga a criar o primeiro perigo e o Tottenham a responder aos poucos. A equipa de De Zerbi tinha mais bola e apresentava uma novidade interessante: Porro, lateral direito, aparecia como extremo direito. Marmoush também era titular, enquanto Nico González, contratado pelo Newcastle apenas três dias antes, já começava de início.
O jogo demorou a aquecer. Tel teve uma boa oportunidade e, pouco depois, Porro esteve muito perto de marcar depois de uma boa combinação com Robertson. Aos poucos, o melhor jogador em campo começava a ser Lukás Hornícek, o guarda-redes do Newcastle, e isso dizia bastante sobre a partida.
Lukás fez várias intervenções importantes, incluindo uma grande defesa a um cabeceamento de van Hecke. O Tottenham tinha 56% de posse ao intervalo, oito remates e quatro enquadrados, contra quatro remates do Newcastle, nenhum deles na baliza. Ainda assim, o xG era baixo dos dois lados: 0.50 contra 0.23. Não era um jogo mau em termos de ritmo, mas faltava claramente alguma coisa.
Na segunda parte, o Tottenham ainda reclamou de um possível penálti sobre Marmoush. O contacto de Thiaw pareceu evidente no replay, mas o árbitro mandou seguir. E o problema do Tottenham acabou por ser outro: não conseguia transformar a posse em verdadeiro perigo.
Aos 61′, o Newcastle encontrou finalmente o golo. Dedic ganhou a bola longa pelo ar e cabeceou para Elanga, que recebeu e rematou praticamente de costas para a baliza, num movimento estranho, mas absolutamente perfeito. A bola bateu no poste mais afastado e entrou lentamente. 0-1. Um golo improvável, mas que mudou completamente o jogo.
O Tottenham precisava de reagir e não reagiu. Aos 73′, o Newcastle matou praticamente a partida. Canto para o segundo poste, Woltemade tocou de cabeça e Wissa, de costas para a baliza, tentou o que podia: uma espécie de bicicleta sem sair do chão. A execução foi tão acrobática quanto eficaz. 0-2.
A partir daí, foi um Tottenham cada vez mais desesperado e cada vez menos perigoso. Aos 79′, ainda não tinha feito um único remate enquadrado na segunda parte. Empurrava o Newcastle para trás, tinha vontade, mas faltava criatividade. No fim, Solanke ainda tentou marcar de calcanhar, mas Lewis Hall cortou perto da linha.
Pós-jogo
O Newcastle não fez uma exibição extraordinária, mas foi mais competente e, sobretudo, aproveitou os momentos que teve.
Já o Tottenham começa a época com duas derrotas, zero golos marcados e uma falta de criatividade preocupante.


