Aston Villa 0 – 1 Arsenal | Análise

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Neste Aston Villa vs Arsenal analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Aston Villa chegava a esta segunda rodada da Premier League depois de uma estreia para esquecer, um 4-0 contra o Brighton, enquanto o Arsenal tinha começado tranquilamente, vencendo o Coventry por 3-0. Depois dos sorrisos da última temporada, o Villa de Unai Emery teve um verdadeiro reality check e ainda perdeu a UEFA Super Cup para o PSG. Hoje, contra um Arsenal favorito ao título, era preciso perceber se aquilo tinha sido apenas um acidente.

Suzuki fazia o seu primeiro jogo na baliza do Villa e Nicolas Jackson também fazia a estreia. O início foi equilibrado, com Buendia a responder ao pontapé acrobático de Calafiori com um remate de fora da área que acertou no travessão. O Arsenal foi depois tomando conta da posse, mas o Villa defendia muito melhor do que na estreia. Em vários momentos, a linha defensiva chegava aos cinco ou até seis jogadores, com McGinn a acompanhar Calafiori.

O Arsenal tinha 66% de posse ao intervalo, mas isso dizia muito pouco sobre a qualidade do jogo. Aos 30 minutos ainda não tinha criado perigo realmente evidente e, aos 35’, nenhum dos dois tinha sequer um remate enquadrado. O Villa apostava em bolas longas e contra-ataques, enquanto o Arsenal tentava construir de forma mais paciente. Só que faltava criatividade. O Arsenal parecia desligado ofensivamente e o Villa estava confortável a defender, embora também não conseguisse fazer praticamente nada quando tinha a bola.

Na segunda parte, Tzolis saiu para entrar Eze e o Arsenal tentou encontrar outra solução. Aos 54’, Maatsen fez falta em Saka e, depois de intervenção do VAR, ficou decidido que era livre e não pénalti. Odegaard bateu com categoria e passou perto do poste.

Até que aos 59’ apareceu o golo. Mosquera encontrou Eze, que levou a bola até perto da linha final e deixou para Calafiori. O lateral colocou rasteiro para dentro da pequena área e Saka apareceu no sítio certo para encostar. 0-1. Uma jogada simples, bem construída de um Arsenal fraco ofensivamente.

O Villa teve então os seus melhores minutos, empurrando o Arsenal para trás, mas sem conseguir criar perigo verdadeiro. Aos 75’, foi mesmo o Arsenal que quase matou o jogo, com Havertz a aparecer na velocidade e a ficar frente a Suzuki. O guarda-redes fez uma defesa enorme e manteve o Villa vivo.

Konsa ainda entrou para fazer a estreia oficial pelo Arsenal e foi aplaudido pelos adeptos do Villa, o seu antigo clube. O jogo ficou mais aberto nos minutos finais, mas continuou a faltar qualidade ofensiva. O Villa terminou a segunda parte com apenas 0.23 xG e zero remates enquadrados. É muito pouco.

Pós-jogo

O Arsenal não fez um grande jogo, longe disso, mas conseguiu aquilo que precisava: controlar o jogo, sofrer pouco e aproveitar uma das poucas boas jogadas ofensivas para marcar. O Villa melhorou muito defensivamente em relação ao 4-0 contra o Brighton, mas continua com um problema enorme para criar perigo. Tem coração, mas falta muito mais.

Estatísticas no final do jogo

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