· 2 min de leituraNeste Forest vs Tottenham analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Forest e o Tottenham chegavam à terceira rodada da Premier League ainda sem vencer, mas por razões diferentes. O Forest de Glasner vinha de duas derrotas e um empate, embora esse empate tenha sido contra o Liverpool e depois de uma exibição interessante. Já o Tottenham estava no último lugar, depois de gastar quase 400 milhões de euros e perder os dois jogos sem marcar um único golo. Vergonhoso, para dizer o mínimo.
Sávio fazia a sua estreia oficial pelo Tottenham, enquanto Liam Delap estreava-se pelo Forest. Os primeiros minutos foram exatamente aquilo que se podia esperar deste Tottenham: posse de bola, mas pouca ou nenhuma ideia sobre o que fazer com ela. O Forest também não estava brilhante, mas pelo menos conseguia ameaçar através da velocidade. Aos 17’, Sávio encontrou Marmoush num contra-ataque e o avançado correu isolado antes de rematar ao lado.
O jogo foi ficando cada vez mais estranho. O Tottenham tinha 60% de posse, mas não conseguia sequer rematar na direção da baliza. A combinação entre Porro e Sávio pela direita era praticamente a única coisa diferente (mas também inofensivo) que a equipa tentava, enquanto o Forest também sofria para criar. Pareciam duas equipas más a anularem-se mutuamente, produzindo um espetáculo bastante pobre.
Ainda assim, o Forest teve a melhor oportunidade antes do intervalo. Delap fez um bom trabalho de pivô e soltou Gibbs-White na cara de Kinsky. O capitão e líder técnico do Forest tinha tudo para marcar, mas o guarda-redes do Tottenham fez uma boa defesa. Era uma oportunidade que Gibbs-White simplesmente não podia desperdiçar.
Na segunda parte, o Tottenham finalmente conseguiu alguns minutos de pressão, mas continuava a depender quase exclusivamente de bolas paradas e cruzamentos. Aos 55’, teve uma oportunidade absurda: canto para a pequena área, Van de Ven saltou mais alto que toda a gente, incluindo o próprio guarda-redes do Forest, e cabeceou ao lado. Tinha 0.82 de golos esperados naquele lance. Era mais fácil marcar do que falhar.
Pouco depois, o Forest chegou a marcar através de Neco Williams, mas o golo foi anulado por mão na sequência de uma confusão dentro da área. Continuava 0-0 e, com o passar dos minutos, a situação do Tottenham tornava-se cada vez mais embaraçosa.
Aos 73’, Mudryk entrou em campo. Era o seu primeiro jogo oficial desde dezembro de 2024. Só que nem ele conseguiu mudar alguma coisa. O ucraniano demorou até ao minuto 89 para ter o primeiro toque na bola.
O Tottenham terminou o jogo sem um único remate enquadrado. Zero. Depois de quase 400 milhões investidos, três jogos de Premier League e nenhum golo marcado, é difícil encontrar uma forma simpática de descrever isto.
Pós-jogo
Um ponto para cada lado, mas sobretudo mais dois pontos perdidos por duas equipas que continuam sem mostrar grande coisa. No caso do Tottenham, a preocupação já começa a ser muito mais séria.


