· 2 min de leituraNeste Liverpool vs Atlético analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Liverpool e Atlético chegavam ao primeiro jogo da Champions: são duas equipas extremamente difíceis de derrotar quando estão bem, mas capazes de sofrer derrotas humilhantes quando estão mal.
O jogo começou equilibrado, com várias transições. O Atlético defendia num 5-3-2 e esperava pelos momentos em que podia sair rápido. E foi assim que apareceu o primeiro golo.
Aos 17’, Álvarez desceu para receber no meio, encontrou espaço e colocou uma bola perfeita na desmarcação de Llorente. O espanhol apareceu sozinho na frente de Alisson e finalizou com enorme categoria. 0-1. Kerkez tinha que acompanhar melhor o movimento, porque deixou Llorente escapar completamente. Para o Atlético, era o cenário perfeito: vantagem e espaço para explorar.
O Liverpool foi crescendo com bola e começou a procurar mais o empate. Teve uma boa transição, com Isak a cruzar para Wirtz, que apareceu no segundo poste e obrigou Oblak a defender.
O empate chegou perto do intervalo e foi daqueles golos em que a técnica faz toda a diferença. Kerkez recuperou a bola no ataque e a jogada continuou pela direita. Depois de um remate bloqueado, Araújo apareceu dentro da área e fez um toque de letra para Szoboszlai. O húngaro não precisou de força: com um toque, colocou a bola no fundo da baliza. 1-1. Talento puro.
Na segunda parte, o Liverpool entrou melhor e criou logo uma oportunidade enorme. Wirtz lançou Barcola, que ficou sozinho perante Oblak, mas rematou ao lado. Era para marcar. Pouco depois, chegou a reviravolta.
Rio Ngumoha ganhou o duelo pela esquerda frente a Llorente e conseguiu colocar a bola na área. A defesa do Atlético não resolveu bem e Mac Allister recebeu à entrada da área. O argentino não pensou duas vezes e rematou forte. Oblak ainda tentou, mas não conseguiu impedir o 2-1.
A partir daí, o Atlético tentou reagir, chegou a ter 57% de posse, mas posse sem perigo não chega. Durante os primeiros quinze minutos da segunda parte, nem sequer conseguiu rematar, e o Liverpool já estava muito confortável defensivamente.
Barcola saiu lesionado e o Liverpool mexeu nos dois extremos. O Atlético precisava de muito mais velocidade para desmontar aquela defesa e teve apenas 0,25 golos esperados na segunda parte. Foram três remates.
Nos minutos finais ainda houve um susto. Victor Muñoz fez uma boa jogada individual e Frimpong marcou, mas o golo foi anulado por fora de jogo. Seria o golpe final, mas o 2-1 manteve tudo em aberto.
O Atlético teve mais bola no fim, mas não conseguiu transformar isso em perigo. O Liverpool controlou bem e segurou uma vitória num jogo que começou equilibrado, mas acabou por ser decidido pela maior capacidade dos ingleses para criar e aproveitar os momentos certos.
Pós-jogo
Boa vitória do Liverpool, num jogo difícil. Szoboszlai e MacAllister a mostrar o seu talento e uma boa pressão ofensiva da equipa. Já o Atlético precisa de melhorar e no momento onde precisava de marcar para chegar ao empate, faltou velocidade.


