· 2 min de leituraNeste Liverpool vs Fulham analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Liverpool e Fulham chegavam a este jogo com maus começos de temporada. O Liverpool de Iraola vinha de uma vitória contra o Atlético de Madrid, enquanto o Fulham de Arbeloa tinha mostrado boas ideias, mas perdido os três jogos da Premier League.
E havia algo em comum: muito trabalho pela frente. As duas equipas têm projetos recentes, sofrem demasiados golos e ainda precisam de ganhar segurança defensiva. Ambas tinham algo para provar.
O Fulham entrou num 4-4-2 e começou sem medo. Aos 8’, Tsimikas recuperou a bola no ataque e Barcola encontrou Isak na desmarcação. O sueco ficou com pouco ângulo, rematou e a bola passou perto do poste mais afastado.
Mas o Fulham respondeu com uma oportunidade enorme. Aos 11’, Alisson cometeu um erro ridículo com a bola nos pés e deixou-a na própria área. Gonzalo García com a bola, puxou para a direita e rematou com Alisson fora da baliza. Jacquet tirou literalmente em cima da linha e evitou o 0-1.
Pouco depois, Oscar Bobb recebeu uma excelente bola rasteira à entrada da área, mas decidiu dominar em vez de rematar de primeira e controlou mal. O Fulham mostrava sinais positivos pelo lado esquerdo.
O Liverpool tinha mais posse, chegou aos 68%, mas não dominava. Leno ainda teve de fazer uma boa defesa a Víctor Muñoz num canto, mas o Fulham começou a ter cada vez mais bola. Nos últimos dez minutos da primeira parte, chegou a ultrapassar os 70% de posse. O jogo estava equilibrado.
Defensivamente, o Liverpool continuava a deixar dúvidas. Quando a bola chegava perto da sua área, havia demasiada passividade. Ao intervalo, tinha 53% de posse, mas apenas 0,38 golos esperados, contra 0,48 do Fulham.
Na segunda parte, o Liverpool continuou a ter dificuldades. Aos 52’, Isak conduziu um contra-ataque, fez um belo drible e rematou fraco para defesa de Leno. Wirtz também não estava bem nos passes mais difíceis.
Aos 65’, o jogo continuava sem uma oportunidade evidente e o Liverpool, a jogar em casa, não parecia perto de ganhar. O Fulham defendia bem. Szoboszlai ainda rematou pouco depois, mas Leno defendeu.
O Liverpool foi melhorando, mas faltava sempre alguma coisa. O Fulham ainda teve uma transição perigosa aos 76’, com Joshua King a conduzir, puxar para o lado e rematar, mas escorregou e Alisson defendeu.
Arbeloa lançou três jogadores ofensivos e o Fulham continuou a procurar o contra-ataque. As oportunidades eram poucas: 0,24 golos esperados do Liverpool e 0,25 do Fulham na segunda parte.
Shea Charles, de apenas 22 anos, fez um belo jogo defensivo e deu muito trabalho a Szoboszlai. Já nos descontos, Isak ainda cabeceou dentro da pequena área após um canto, mas todo torto, e a bola passou perto do poste.
Pós-jogo
O 0-0 acaba por ser justo. O Liverpool tinha obrigação de fazer mais em casa, mas o Fulham defendeu bem, teve momentos em que dominou com bola e criou as melhores oportunidades da primeira parte. Para o Liverpool, continuam a existir dúvidas defensivas e falta de eficácia no ataque.


