· 2 min de leituraNeste Man United vs Man City analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O dérbi de Manchester chegava com o City numa fase claramente melhor. A equipa de Maresca vinha de quatro vitórias seguidas e de três triunfos em três jogos na Premier League. O United vinha decente, mas com problemas defensivos evidentes. A linha defensiva continua longe do nível exigido e isso continua a ser impossível ignorar.
A primeira parte foi fraca. Aos 23’, tudo mudou quando Foden foi expulso. Num confronto com Bruno Fernandes, caiu no chão e esticou o pé, acertando no adversário. Uma agressão clara e uma decisão completamente burra num jogo destes. O City ficou com dez jogadores durante mais de uma hora.
Mas o United não aproveitou. A posse estava equilibrada e não havia perigo. Os números explicavam tudo: 0,10 golos esperados para o United e 0,09 para o City aos 30 minutos. Bruno ainda encontrou Rashford com um belo passe, mas o inglês não conseguiu dominar.
Com mais um, o United tinha obrigação de assumir. Recuperava várias bolas no meio-campo ofensivo, mas criava pouco. Aos 45’, Rashford cobrou um livre colocado e acertou no poste. Foi praticamente o único momento realmente perigoso de uma primeira parte nada vistosa.
Ao intervalo, Carrick não mexeu na equipa, algo difícil de entender. Contra um City com dez e a defender mais baixo, Cunha não parecia a melhor opção para jogar sozinho na frente. Sesko podia oferecer outra presença na área.
Aos 51’, Mainoo recebeu à entrada da área e acertou novamente no poste. Durante os primeiros minutos da segunda parte, só dava United. Mas dominava sem transformar essa superioridade em golos.
Depois, o City mostrou que continuava vivo. Aos 60’, num contra-ataque, Gvardiol cruzou e Haaland apareceu no segundo poste para marcar. O lance pareceu claramente fora de jogo, e inicialmente havia dúvidas porque Enzo, também adiantado, atacou a bola sem lhe tocar. Mesmo Haaland parecia fora de jogo pelo ângulo, mas a tecnologia validou o 0-1. Difícil de aceitar visualmente, mas o City estava na frente com menos um.
Sesko entrou aos 68’, mas o momento do United já tinha desaparecido. Anderson ainda obrigou Lammens a uma bela defesa num contra-ataque e a bola foi ao poste. O jogo voltou ao ritmo fraco da primeira parte.
O United mas era incapaz de criar perigo. Mbeumou rematou dentro da área após um belo passe de Bruno Fernandes, já nos descontos, teve uma oportunidade de ouro, mas desperdiçou.
A segunda parte acabou por ser ainda pior. Apenas 0,38 golos esperados, mesmo com superioridade numérica durante quase todo o jogo.
Pós-jogo
Não há desculpa. Perder um dérbi contra dez jogadores, sem sequer conseguir sufocar o adversário por muito tempo é patético. O United teve mais um durante demasiado tempo e fez quase nada com isso. E isso torna esta derrota ainda mais vergonhosa.


