· 2 min de leituraNeste Brest vs PSG analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O PSG chegava a este jogo num início de temporada horrível. Três jogos na Ligue 1, zero vitórias, dois empates e uma derrota. Nos dois empates, esteve duas vezes a perder por 2-0 e conseguiu recuperar nos minutos finais. Na derrota, criou boas oportunidades, mas não conseguiu marcar. Contra o Brest, não podia voltar a perder pontos.
O Brest é uma equipa humilde que teve uma grande temporada em 2023/24, mas entretanto voltou ao seu nível habitual, lutando pelo meio da tabela. E este PSG, apesar de ser muito mais forte, não parece o mesmo das últimas temporadas.
Antes do jogo em si, o Brest entrou em campo com “King” nas camisolas, numa homenagem a Éric Roy, antigo treinador e uma das figuras mais importantes da história moderna do clube, que morreu há uns meses com cancro. Foi Roy quem levou o Brest ao terceiro lugar naquela grande temporada.
Dentro de campo, o PSG começou muito bem. Aos 5’, João Neves conduziu, Dembélé deu um simples toque de calcanhar e Ferran Torres apareceu para rematar rasteiro, com curva, colocando a bola no canto. 0-1 e o PSG na frente logo nos primeiros minutos.
Dembélé continuava muito ativo e, aos 9’, puxou da direita para dentro e rematou para defesa de Selvik. A bola ainda sobrou para Kvaratskhelia, mas o georgiano acertou mal. O PSG pressionava bem e estava a criar algumas situações, enquanto o Brest também tentava jogar e não se limitava a defender.
Aos 22’, Kvaratskhelia voltou a mostrar qualidade, com um bom domínio e fake shot antes de rematar em curva. Selvik fez uma boa defesa.
O jogo, porém, foi ficando mais equilibrado. Hakimi saiu lesionado aos 39’ e Fabian Ruiz entrou, com Zaïre-Emery a passar para lateral direito. Dembélé continuava a ser o jogador mais ativo, tocando na bola mais do que qualquer outro, mas o PSG foi perdendo o ímpeto.
Ao intervalo, o PSG tinha 58% de posse, mas apenas 0,43 golos esperados. Era pouco para uma equipa desta qualidade. O Brest tinha 0,33.
Na segunda parte, o Brest cresceu bastante. Aos 49’, Nuno Mendes ofereceu uma bola horrível a Doumbia, que recuperou, conduziu e rematou ao poste. Era uma oportunidade de ouro para empatar.
O Brest continuou a insistir e chegou aos 0,79 golos esperados na segunda parte, contra apenas 0,07 do PSG aos 65’. Doumbia voltou a ameaçar e Safonov teve de fazer uma grande defesa a um cabeceamento.
O PSG ainda teve uma boa oportunidade com João Neves, que recebeu no segundo poste e rematou com pouco ângulo. A bola ficou praticamente em cima da linha.
O problema é que o 0-1 continuava perigosíssimo. O Brest já merecia o empate e, aos 87’, quase conseguiu. Ajorque dominou após um livre e colocou para Mboup, que apareceu sem marcação e rematou para o canto. Safonov fez uma enorme defesa.
O PSG acabou por sobreviver e conseguiu finalmente a primeira vitória na Ligue 1. Mas, sinceramente, tendo em conta a diferença de qualidade entre as duas equipas, foi um jogo abaixo.
Pós-jogo
O PSG ganhou, que era o mais importante, mas teve uma segunda parte muito fraca e esteve demasiado perto de deixar escapar uma vitória que parecia obrigatória.


