· 2 min de leituraNeste Al Ain vs Al Nassr analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Al Nassr chegava ao primeiro jogo da AFC Champions League Elite num momento preocupante. A equipa de Postecoglou ainda não encontrou o seu melhor nível, vinha de uma derrota para o Ittihad e de vários empates, incluindo contra o Al Khaleej. Do outro lado estava um Al Ain sempre difícil, embora instável nestas competições.
E logo no início ficou claro que podia estar tudo errado.
Postecoglou surpreendeu ao apostar numa linha de três centrais, algo que não acontecia há muito tempo. Desde que Ronaldo chegou ao clube, em janeiro de 2023, nunca tinha visto o Al Nassr jogar assim. Bento também ficou no banco, merecido pelo momento horrível que atravessava.
O Al Ain entrou muito melhor. Houssine Rahimi apareceu nas costas da defesa, tentou cruzar e a bola acabou no poste. Nawaf Al-Aqidi tinha de tapar aquele buraco.
O Al Nassr estava irreconhecível. O Al Ain jogava no meio-campo ofensivo, tinha mais bola e criava perigo, enquanto Ronaldo e companhia pareciam apenas esperar por uma transição.
E o golo chegou de forma ridícula. Saad Al-Nasser tentou recuar a bola, mas colocou-a demasiado curta. Houssine Rahimi antecipou-se, entrou na área e ficou com espaço perante Nawaf. O guarda-redes tentou fazer a mancha, mas não evitou o 1-0. Ronaldo não estava nada satisfeito com aquilo que estava a ver.
Houssine ainda marcou novamente, mas o golo foi anulado por fora de jogo. O Al Nassr tentou reagir, com Boushal a encontrar espaço perto da linha final, mas nem João Félix nem Ronaldo conseguiram tocar na bola. Ronaldo tinha tocado na bola apenas seis vezes aos 36 minutos.
Ao intervalo, o Al Ain tinha 53% de posse, sete remates contra cinco e três enquadrados contra apenas um do Al Nassr.
Na segunda parte, saiu Saad Al-Nasser e entrou Rakan Al-Ghamdi, de 21 anos, para a sua estreia na temporada. O Al Nassr teve mais bola, mas continuava sem rematar. A posse aumentava, mas o perigo não aparecia.
E então veio o segundo golpe. Palacios com um belo passe num enorme buraco deixado pela defesa do Al Nassr, Kaku recebeu e, de primeira, colocou a bola para Houssine Rahimi apenas encostar. O VAR confirmou o 2-0.
Pouco depois, o desastre ficou completo. Kaku voltou a assistir, desta vez para Soufiane Rahimi, que apareceu nas costas de Simakan. O central defendeu muito mal, Rahimi recebeu com espaço e rematou rasteiro para o canto. 3-0.
O Al Nassr passou então a jogar com dois avançados e tentou reagir, mas sem ideias. Eram cruzamentos atrás de cruzamentos, à espera de um milagre. O quarto golo chegou em contra-ataque, com o Al Ain a ter dois jogadores contra apenas Simakan: bola para Giakoumakis e remate para o canto. 4-0. Vergonhoso. Al Nassr teve uma lição de como jogar futebol. Não há palavras para descrever o quão mau foi o jogo do Al Nassr.
Se isto era para ser um possível candidato às taças, hoje pareceu exatamente o contrário. desde o início.
Pós-jogo
O Al Nassr voltou à Ásia, depois de ter disputado a final da segunda competição continental na época passada, com uma derrota humilhante e uma exibição impossível de defender. Postecoglou tentou mudar o sistema, mas a equipa parecia perdida.


