· 2 min de leituraNeste Man City vs Norwich analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Manchester City chegava à terceira ronda da Carabao Cup como claro favorito, ainda embalado pela vitória sobre o Manchester United em Old Trafford. O Norwich, vindo da segunda divisão, tinha pela frente um adversário com mais qualidade mesmo num contexto de rotação. E foi exatamente isso que se viu: City com bola, Norwich compacto, mas sem abdicar demasiado da sua linha defensiva.
A superioridade territorial apareceu imediatamente. O City chegou aos 78% de posse aos dez minutos e instalou-se no meio-campo ofensivo, mas durante algum tempo faltou-lhe aquilo que transforma domínio em perigo.
Cherki procurava Allan constantemente, embora o jovem brasileiro demorasse a perceber as desmarcações, e o Norwich conseguia manter uma estrutura média-alta que dificultava a entrada na área. Para quem via de fora, era um jogo controlado, mas pouco interessante.
Ainda assim, o Norwich não estava simplesmente encolhido à frente da baliza: defendia compacto e numa linha suficientemente alta para tentar dificultar a circulação, só que sem pressão para realmente incomodar a construção do City. Aos poucos, isso tornou-se insustentável.
Aos 29′, porém, a resistência acabou. O’Reilly apareceu nas costas pela esquerda e cruzou depois de uma saída falhada de Grimshaw. A bola acabou em Allan, que voltou a colocar na área para Samba cabecear para a baliza deserta. Não foi uma jogada simples, mas mostrou a diferença de qualidade entre as equipas.
Três minutos depois, o jogo ficou praticamente resolvido: Samba fez um excelente trabalho de pivô, Bouaddi lançou Cherki e, depois de o central não acertar o carrinho, o francês ficou isolado e finalizou com tranquilidade. 2-0.
O Norwich terminou a primeira parte com apenas um remate bloqueado e 0,02 de golos esperados, enquanto o City tinha 72% de posse e 0,81 de xG. A vantagem era justa, mas o ritmo baixo também dizia muito sobre a forma como o City controlava o jogo sem precisar de acelerar.
Allan tratou de tornar a segunda parte ainda mais confortável. Aos 48′, já deslocado para a esquerda, recebeu de Aït-Nouri, puxou para dentro, tirou Sam Field do caminho e marcou com o pé esquerdo. Um belo golo numa estreia em que já tinha uma assistência, deixando uma primeira impressão muito positiva.
Aos 54′, Samba chegou ao segundo: Aït-Nouri recuperou depois de escorregar e encontrou o avançado, que rematou aberto ao poste mais afastado para fazer 4-0.
Com o jogo decidido, o City baixou naturalmente o ritmo. McAidoo ainda desperdiçou uma oportunidade isolado, mas acabou por redimir-se aos 90′. O’Reilly cruzou rasteiro pela esquerda, Rico Lewis deixou a bola passar de forma inteligente e o jovem extremo apareceu com espaço para fechar a goleada.
Pós-jogo
O Norwich raramente conseguiu sequer aproximar-se da área adversária, enquanto o City mostrou que pode rodar a equipa sem perder controlo ou qualidade. E Allan, logo na estreia, foi uma das notas mais interessantes de uma noite tranquila.


