Atlético 2 – 1 Real Madrid | Análise

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Neste Atlético vs Real Madrid analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O maior dérbi de Espanha juntava duas equipas ainda bastante instáveis. O Atlético é quase uma incógnita por natureza: tanto pode atropelar um adversário como desaparecer completamente. O Real Madrid, por outro lado, continua com problemas em praticamente todas as zonas do campo, à exceção da baliza. Portanto, podia sair daqui um jogo com muitos golos ou um espetáculo muito mais fechado. Acabou por ser algo entre os dois.

A primeira parte foi equilibrada, mas com muito pouco perigo. O Atlético procurava constantemente o seu corredor direito, por onde passaram 61% dos seus ataques, e era claramente por aí que tentava criar. O Real tinha mais posse no início e uma boa pressão ofensiva, mas nenhuma das equipas conseguia realmente chegar à baliza.

Aos 39′, Arda Güler obrigou Oblak a defender um remate de longe, mas foi praticamente tudo. O jogo melhorava sempre que ganhava velocidade, porque no jogo posicional ambas pareciam menos confortáveis.

Os números explicavam perfeitamente a primeira parte: 0,19 de xG para o Atlético, 0,13 para o Real e apenas um remate enquadrado dos visitantes. Não era propriamente um jogo mau, mas faltava aquilo que interessa: perigo.

E depois vieram minutos desastrosos para o Real. Aos 50′, Giuliano apareceu nas costas de Huijsen, que o agarrou claramente sem procurar jogar a bola. Penálti e, após intervenção do VAR, vermelho direto. O Real ficava com dez e em enorme dificuldade.

Grimaldo converteu o penálti aos 52′. 1-0, Atlético na frente e com mais um jogador. O Real Madrid tinha acabado de complicar completamente um dérbi que já estava equilibrado.

Mourinho reagiu imediatamente, retirando Güler e Vinícius Jr. para colocar Rüdiger e Diomande. E aqui fica uma questão: sempre que Güler sai, o Real parece perder criatividade. A equipa ficou ainda mais limitada, enquanto Diomande foi colocado como extremo esquerdo e Bellingham recuou para ajudar Tchouaméni e Valverde.

Aos 59′, o Atlético aproveitou novamente o espaço. Giuliano recebeu pela direita e cruzou rasteiro para David, completamente sozinho na área, encostar para o 2-0. O avançado não desperdiçou e o Atlético tinha agora uma vantagem que parecia definitiva.

E o Real estava completamente perdido. O Atlético chegou aos 80% de posse na segunda parte e, aos 65′, quase marcou novamente: Romero cabeceou, Courtois defendeu e, na recarga, Álvarez rematou antes de Konaté cortar em cima da linha. O Real não sabia o que fazer.

Diomande, pelo contrário, era uma das poucas coisas positivas. Aos 77′, teve uma boa iniciativa individual e obrigou Oblak a uma defesa, naquele que foi o primeiro remate do Real na segunda parte. Mbappé, pelo contrário, estava completamente desaparecido e não fazia sentido continuar em campo sem pressão ofensiva.

Aos 89′, porém, Rüdiger reacendeu o dérbi. Bernardo Silva bateu um livre lateral e o central ganhou no ar para fazer o 2-1. De repente, o Real acreditava novamente e lançou-se todo para o empate.

Não chegou. O Atlético resistiu nos minutos finais, com Simeone ainda a pedir mais barulho aos adeptos aos 90+6′.

Pós-jogo

Vitória do Atlético num dérbi que mudou completamente depois da expulsão. O Real teve uma segunda parte muito pobre (naturalmente), e o vermelho de Huijsen acabou por destruir uma equipa que já tinha dificuldades para criar.

Estatísticas no final do jogo

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