· 2 min de leituraNeste Eslovénia vs Escócia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O primeiro jogo das duas equipas na Nations League colocava frente a frente duas seleções da Liga B, onde o objetivo passa por terminar no primeiro lugar do grupo. A Escócia partia como a equipa mais forte, mas chegava com um novo treinador e com a dúvida de saber se Pocognoli conseguiria dar mais criatividade a uma seleção que, no Mundial, pareceu demasiado reativa. Do outro lado estava uma Eslovénia limitada, embora com Oblak na baliza e alguns jogadores capazes de equilibrar.
E, durante boa parte da primeira parte, foi a Eslovénia quem pareceu mais confortável. As duas equipas defendiam em 5-3-2 e a Escócia tinha muita dificuldade para criar. Aos 7′, Šporar marcou num remate fantástico fora da área, mas o lance foi invalidado por fora de jogo evidente na jogada anterior.
Pouco depois, o avançado teve uma oportunidade ainda mais clara, recebeu um cruzamento rasteiro de Šturm e rematou completamente ao lado. Um número 9 como ele não pode falhar aquilo.
A Escócia tinha mais posse, mas parecia inofensiva. Faltavam velocidade e criatividade e, durante largos minutos, a Eslovénia defendia sem qualquer dificuldade. McGinn, uma das referências escocesas, estava particularmente apagado, com apenas oito toques aos 34 minutos e pouca influência mesmo sem bola.
A Eslovénia continuava a ser mais perigosa. Drkušić acertou no poste num cabeceamento difícil e estava também a fazer um excelente jogo defensivamente. A Escócia só acordou perto do intervalo.
Aos 43′, McGinn encontrou Robbie Ure e, dois minutos depois, o avançado recebeu de frente para a baliza, puxou para dentro e rematou ao poste. Finalmente aparecia alguma vida no ataque escocês.
O intervalo chegou sem golos e com três remates para cada lado, nenhum enquadrado. A Escócia tinha 61% de posse, mas isso dizia muito pouco sobre o jogo. A Eslovénia tinha sido mais perigosa durante grande parte da primeira parte.
Depois do intervalo, porém, apareceu outra Escócia. Aos 51′, McBurnie recuperou a bola perto da área, ficou em excelente posição, mas decidiu tentar o drible em vez de rematar. Oblak saiu bem e salvou a Eslovénia. Pouco depois, Gilmour construiu uma excelente combinação com McBurnie e apareceu para rematar. Oblak fez a primeira defesa a um remate enquadrado de todo o jogo.
A partir daí, a Escócia tomou completamente conta do jogo. A Eslovénia ficou sufocada na própria área e tinha enorme dificuldade para sair. Bijol fez um corte fundamental aos 65′, evitando aquilo que podia perfeitamente ter sido um golo, e Oblak voltou a aparecer pouco depois num cabeceamento de McBurnie.
A Escócia já devia estar na frente. Aos 77′, Gilmour encontrou Bowie completamente de frente para a baliza dentro da área e o atacante nem conseguiu acertar na direção certa. Isto não pode acontecer. Aos 81′, a segunda parte escocesa já era absurda em comparação com o que tinha apresentado antes do intervalo.
Gilmour foi uma das figuras desta reação e merecia mesmo o destaque. A Escócia terminou a segunda parte com 14 remates, cinco enquadrados, contra apenas um da Eslovénia. Ainda assim, não conseguiu marcar.
Pós-jogo
O empate acaba por ser compreensível porque cada seleção teve uma parte melhor. Mas, olhando para o jogo completo, a Escócia criou mais e teve oportunidades suficientes para vencer. O problema foi ter demorado demasiado tempo a aparecer.


