Sérvia 1 – 2 Países Baixos | Análise

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Neste Sérvia vs Países Baixos analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

A Sérvia precisava de uma resposta depois da derrota contra a Grécia, mas os Países Baixos chegavam como favoritos e assumiam desde cedo o controlo da bola. A equipa de Xavi tinha 69% de posse na primeira parte, mas durante largos minutos essa posse foi completamente estéril. A Sérvia defendia num 5-2-3 que baixava para 5-4-1 e fechava bem os espaços, enquanto os neerlandeses pareciam arrastar-se quando tinham a bola.

A primeira grande oportunidade, curiosamente, foi da Sérvia. Gakpo estava fora do campo a ser assistido e os Países Baixos ficaram temporariamente com dez jogadores. A bola chegou à direita, surgiu o cruzamento rasteiro e Joveljić apareceu na área, mas rematou sem força suficiente para criar problemas a Verbruggen. Pouco depois, chegaram as más notícias para os neerlandeses: Gakpo não conseguia continuar e teve mesmo de sair, entrando Ruben van Bommel.

O jogo continuava fraco e os Países Baixos não encontravam maneira de transformar domínio territorial em perigo. Até que apareceu um daqueles momentos que mudam completamente uma partida. Summerville entrou na área e caiu após um contacto com Aleksa Terzić. O lance deixou muitas dúvidas, mas o árbitro apontou para a marca de grande penalidade. Não é daqueles penáltis em que olhas e pensas imediatamente que é falta. É, no mínimo, muito discutível.

Mexx Meerdink não quis saber disso. Bateu a grande penalidade com enorme qualidade, rápida e colocada no canto, impossível para Vanja, apesar dos seus 2,02 metros. 0-1 e os Países Baixos estavam na frente praticamente sem terem criado uma oportunidade clara. Um golo que caiu do céu para uma equipa que dominava a posse, mas não estava a fazer grande coisa com ela.

A Sérvia continuava limitada e o último remate tinha sido aos 17 minutos. Dumfries ainda teve uma boa oportunidade depois de um belo pivô de Meerdink, mas demorou demasiado a finalizar. Ao intervalo, os Países Baixos tinham dez remates contra apenas dois da Sérvia, mas o jogo estava longe de estar controlado.

E a Sérvia precisou de apenas um minuto da segunda parte para empatar. Jović entrou no intervalo e apareceu imediatamente no meio da confusão. Primeiro remate defendido, segundo remate de Živković também defendido, Lukić tentou finalizar de forma torta e a bola acabou por ficar perfeita para Jović, que rematou para o fundo da rede. 1-1 e o jogo começava novamente do zero.

Os Países Baixos reagiram e começaram finalmente a encontrar mais espaços. Van Bommel acertou no poste depois de um cruzamento de Dumfries e Reijnders teve uma oportunidade enorme, completamente sozinho na área, mas rematou demasiado alto. Já havia mais espaço, mas continuava a faltar eficácia.

Até que Meerdink voltou a aparecer. Guus Til entrou e, praticamente um minuto depois, recebeu na esquerda, tocou para o movimento de Meerdink e o avançado finalizou com categoria. 1-2 e segundo golo de Meerdink pela seleção, no seu segundo golo da noite. A partir daí, o cenário voltou a ser o da primeira parte: Sérvia presa atrás, Países Baixos com a bola e pouco espaço para contra-atacar.

A Sérvia ainda tentou reagir no fim, mas acordou demasiado tarde. Jović teve uma oportunidade de cabeça, enquanto os Países Baixos até tiveram um contra-ataque para matar o jogo, mas Guus Til ofereceu um passe horrível e Vanja acabou por defender.

Pós-jogo

No geral, os Países Baixos foram claramente superiores, mas continuaram a mostrar a dificuldade em transformar domínio em golos. Meerdink acabou por resolver o problema.

Estatísticas no final do jogo

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