Chipre 2 – 0 Arménia | Análise

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Neste Chipre vs Arménia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Havia pouco a separar Chipre e Arménia antes do jogo. Ambas chegavam à terceira jornada da Nations League ainda à procura de consistência, num grupo onde o objetivo é terminar em primeiro. Sendo duas seleções fracas num cenário geral, este parecia daqueles jogos em que a vontade de ganhar podia equilibrar tudo.

E começou praticamente com Marcus Edwards a mostrar porque, na minha opinião, era o maior talento em campo. Com apenas 16 segundos, o extremo do Chipre arrancou num belo drible, rematou e só não marcou porque Beglaryan apareceu para defender. Edwards jogava como segundo avançado num 4-4-2, com liberdade para baixar, subir e procurar espaços, enquanto Pittas ficava mais adiantado.

A Arménia tinha mais bola, mas isso significava pouco. O problema apareceu aos 19′, quando um canto do Chipre acabou num erro absurdo de Beglaryan. O guarda-redes saltou sozinho para agarrar a bola, não conseguiu e deixou-a cair. Komonis foi mais rápido do que o seu marcador e só teve de aceitar o presente: 1-0.

Aos 31′, apareceu outro presente. Hovhannisyan fez um passe horroroso, Pittas recuperou, conduziu e colocou a bola na esquerda para Kakoullis, que rematou ao primeiro poste. A bola passou literalmente a raspar pelas mãos de Beglaryan e entrou. 2-0, com mais um erro do guarda-redes arménio.

Depois disso, a Arménia finalmente criou algumas situações. Aos 36′, teve mais de 30 segundos dentro da área do Chipre. Ainda assim, faltava qualidade na definição. Do outro lado, Loizou quase fez o terceiro num contra-ataque aos 40′, depois de uma grande finta curta sobre Arutiunian. Ao intervalo, 53% de posse para a Arménia, mas 0.57-0.36 em xG para o Chipre.

O Chipre já estava a ganhar e, logo no início da segunda parte, ficou com uma dificuldade enorme pela frente. Pileas fez uma entrada dura sobre Bandikyan, o VAR chamou o árbitro e, aos 51′, veio o vermelho. A falta em si podia parecer menos grave, mas o impacto no tornozelo justificava a expulsão. Com mais um jogador, a Arménia tinha uma oportunidade enorme para mudar o jogo.

Ou melhor, tinha a posse. Porque perigo, quase nada. O Chipre recuou para um 5-3-1 ou 5-4 e chegou a ter apenas 6% de posse nos primeiros 15 minutos da segunda parte. Só que a Arménia não encontrava espaços. Aos 70′, tinha apenas 0.13 de xG no segundo tempo, e aos 85′ esse número estava nos 0.29. É muito pouco para uma equipa que jogou praticamente toda a segunda parte com mais um.

Pittas ainda teve uma saída em contra-ataque aos 74′, mas rematou fraco. E assim terminou. O Chipre fechou-se, resistiu e garantiu a primeira vitória nesta Nations League.

Pós-jogo

Para a Arménia, fica uma enorme desilusão: jogar com mais um durante praticamente toda a segunda parte e criar tão pouco ofensivamente é muito difícil de justificar. O jogo já era fraco antes do intervalo, mas depois da expulsão havia uma oportunidade clara para mudar a história. A Arménia simplesmente não soube aproveitá-la.

Estatísticas no final do jogo

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