· 2 min de leituraNeste França vs Itália analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
França e Itália chegavam a este terceiro jogo da Nations League em momentos diferentes. A França de Zidane tinha vencido os dois primeiros jogos, embora sem propriamente deslumbrar, enquanto a Itália de Roberto Mancini vinha de uma grande vitória por 4-1 sobre uma Turquia em crise. Ainda assim, os últimos anos italianos têm sido bastante vergonhosos, apesar do título europeu conquistado em 2021, e a França, mesmo sem Mbappé, partia como favorita.
Zidane manteve Lucas da Cunha no onze depois da prestação contra a Bélgica, deixando Manu Koné no banco. Do outro lado, a Itália apresentou os irmãos Esposito: Pio como avançado central e Sebastiano pela esquerda.
E foi a Itália que criou a primeira grande oportunidade. Aos 9′, Frattesi virou o jogo para a direita, Sebastiano cruzou rasteiro, Pio não conseguiu finalizar e a bola sobrou para Kean, que rematou de forma horrorosa. Maignan defendeu, mas aqui não houve milagre nenhum do guarda-redes francês: foi mesmo um desperdício enorme de Kean.
A França tinha mais bola, mas não estava a conseguir transformar posse em perigo. Aos 20′, Olise fez o primeiro remate francês, de muito longe, e aos 32′ a ligação entre Cherki e Olise era mágica de ver, embora continuasse a faltar aquilo que realmente interessa: criar perigo. A Itália defendia bem, fechava os espaços e obrigava a França a rematar de fora da área.
Ao intervalo, 64% de posse para a França, mas apenas 0.27 de xG, contra 0.80 da Itália. A equipa italiana, com muito menos bola, tinha sido mais perigosa.
A segunda parte começou diferente. Aos 47′, Doué recebeu um belo passe de Upamecano, puxou para dentro e obrigou Donnarumma a defender. Na recarga, Dembélé também ficou perto do golo, mas o guarda-redes italiano voltou a responder. Três minutos depois, nova defesa a remate de Olise.
E aos 55′ apareceu uma obra de arte. Cherki sofreu a falta, deu um pequeno toque no livre e Olise rematou de primeira. A bola foi ao ângulo, bateu no travessão e entrou. Um golo absolutamente mágico para colocar a França na frente num jogo que estava a ser bastante difícil.
Só que a vantagem durou pouco. Aos 68′, Rabiot tentou encontrar Da Cunha, que recebeu de costas mas não dominou bem. Bastoni recuperou a bola muito perto da área francesa, conduziu e rematou para o empate. 1-1, num erro que a França não podia cometer.
A partir daí, a França continuou com mais posse, mas sem criar propriamente uma avalanche ofensiva. Aos 84′, Camavinga obrigou Donnarumma a mais uma grande defesa, e o guarda-redes italiano já levava cinco. Aos 85′, Upamecano viu o segundo amarelo depois de segurar Kean e deixou a França com dez.
Mesmo assim, a França continuou a procurar o golo. Aos 90+2′, Camavinga rematou de fora da área e Donnarumma voltou a aparecer. Hoje esteve imparável.
Pós-jogo
O empate acaba por deixar a sensação de que a França teve mais bola, mas criou pouco para aquilo que precisava. E a Itália, apesar de também não ter criado muito na segunda parte, foi suficientemente competente para sair com um ponto.


