Augsburg 2 – 2 Bayern | Análise

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Neste Augsburg vs Bayern analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Bayern chegava à quinta jornada da Bundesliga a voar, com Olise e Kane em grande forma, mas havia um pormenor curioso: a última derrota da equipa no campeonato tinha sido precisamente contra o Augsburg, há 47 jogos. E bastaram dez segundos para percebermos que este jogo podia ter uma história especial.

Neuer recebe a bola no primeiro passe da partida, domina mal e, sem qualquer pressão, tenta jogar por cima de Fellhauer. Só que acerta no jogador do Augsburg, que fica com a baliza aberta e não desperdiça. Um erro horroroso do guarda-redes do Bayern, que ofereceu aos anfitriões o começo perfeito. É o golo mais rápido da história da Bundesliga. Dez segundos e já estávamos a viver história.

O Augsburg montou um 5-4-1, com Rodrigo Ribeiro, o português ex-Sporting, isolado na frente. As linhas estavam próximas, mas sem uma defesa demasiado recuada, dificultando a vida ao Bayern sem lhe oferecer espaço facilmente. E o plano estava a resultar. Olise, normalmente tão desequilibrador, encontrou dificuldades para ultrapassar a defesa, enquanto a equipa de Kompany acumulava remates de fora da área e falhava passes simples. Não era só mérito do Augsburg: o Bayern também estava longe da sua melhor versão.

Aos 35 minutos, Bah teve uma oportunidade inacreditável. Depois de um canto e de alguma confusão na área, Matsima colocou a bola no segundo poste, onde o colega, praticamente em cima da linha, conseguiu falhar a baliza. Que falhanço horroroso. Do outro lado, Kane também não estava a conseguir impor-se fisicamente, num jogo cheio de contactos e camisolas agarradas. Ainda assim, já nos descontos, apareceu sozinho na pequena área e acertou no travessão. Tinha de marcar.

O Bayern entrou melhor na segunda parte e chegou a festejar aos 50 minutos, quando Luis Díaz aproveitou um remate de voleio mal defendido por Dahmen. O guarda-redes teve culpas, mas o VAR anulou o lance por fora de jogo de Stanisic na construção. Quatro minutos depois, não houve dúvidas: Kane desmarcou-se, recebeu e colocou a bola entre os centrais para Saibari, que dominou muito bem e rematou para o empate.

Mas o Augsburg não estava disposto a facilitar. Aos 64 minutos, Brackelmann apareceu na área e rematou para Neuer defender, só que a bola sobrou para Rodrigo Ribeiro, que aproveitou o ressalto e voltou a colocar os anfitriões na frente. Neuer podia ter feito melhor? Talvez. Não pareceu uma defesa fácil, mas estamos a falar de Neuer. Não pode deixar a bola à mercê do avançado.

A partir daí, o jogo tornou-se um espetáculo. O Bayern ainda viu dois golos anulados, incluindo um de Kane após um passe absolutamente inacreditável de trivela de Olise. Aos 75 minutos, Luis Díaz também voltou a marcar, mas estava fora de jogo. Três golos anulados, e o Bayern continuava a perder. A WWK Arena estava ao rubro.

Até que, aos 80 minutos, Kane encontrou Brown na pequena área, e o avançado só teve de encostar para fazer o 2-2. O empate não acalmou nada: Gnabry acertou no poste e falhou a recarga, num lance em que tinha mesmo de marcar. E, já nos descontos, voltou a ameaçar, com a bola a bater no guarda-redes e no travessão.

No fim, fica um empate que sabe a pouco ao Bayern, mas que também diz muito sobre a coragem do Augsburg. Neuer ofereceu o primeiro golo, os anfitriões aproveitaram os seus momentos e obrigaram uma das equipas mais fortes da Europa a correr atrás do resultado até ao último segundo.

Pós-jogo

O Bayern teve oportunidades para ganhar, claro, mas também esteve longe de ser perfeito. E quando um jogo tem quatro golos, três tentos anulados, bolas nos ferros e este nível de emoção até ao fim, custa não ficar com vontade de ver mais. Que grande jogo de futebol.

Estatísticas no final do jogo

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