Atlético 2 – 0 Man United | Análise

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Neste Atlético vs Man United analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Manchester United chegava à segunda jornada da Champions depois de vencer o Sabah, enquanto o Atlético vinha de uma derrota frente ao Liverpool. Ainda assim, o favoritismo estava do lado espanhol, não por ser uma equipa imparável, mas porque o United continua numa fase desastrosa, com más exibições e um treinador que tem mostrado dificuldades em perceber o que o jogo lhe está a pedir. E bastaram 45 segundos para começar a perceber porquê.

Baena recebeu pela direita, levantou a cabeça e serviu Barrios, que apareceu completamente livre para rematar de primeira. Heaven ainda tentou bloquear, mas a bola passou-lhe por baixo e entrou. Um golo demasiado fácil, com espaço a mais numa defesa que voltou a mostrar fragilidades logo no arranque.

O United tentou responder. Mbeumo fez uma excelente jogada individual aos 13 minutos, deixou Romero para trás com uma cueca e rematou ao lado do poste mais distante. Pouco depois, Rashford foi lançado na área, mas falhou completamente a bola.

Aos 24 minutos, Mbeumo voltou a aparecer, desta vez numa combinação com Tielemans, obrigando Oblak a defender. Curiosamente, apesar de ter muito menos posse, o United estava a conseguir criar algum perigo. O Atlético controlava a bola, mas não dominava propriamente as oportunidades.

O problema estava também na organização ofensiva dos ingleses. Carrick colocou Bruno Fernandes sobre a direita, mas a experiência não estava a resultar. Bruno ainda criou uma boa jogada individual aos 39 minutos, só que perdeu demasiado tempo antes de decidir o que fazer. Entretanto, o encontro tinha perdido intensidade, com poucos remates e longos períodos sem verdadeiro perigo.

Aos 43 minutos, o Atlético até marcou novamente, por Johnny Cardoso, mas o golo foi anulado por mão de Llorente. O lance voltou a expor uma defesa do United incapaz de proteger uma zona perigosa à entrada da área.

Ao intervalo, os números até davam motivos para acreditar numa reação inglesa: 0,68 de golos esperados contra 0,27 do Atlético. Mas havia uma mudança óbvia a fazer. Bruno na direita não estava a funcionar e era preciso corrigir isso. O mais irritante foi o regresso para a segunda parte sem qualquer alteração.

Aos 55 minutos, Barrios ultrapassou o adversário com um movimento de corpo e cruzou para Álvarez, que acertou no poste. O United também ameaçou, com Bruno a rematar por cima de Oblak e a ver a bola passar muito perto do poste, num contra-ataque. Mas Carrick continuava sem mexer. Só aos 65 minutos chegaram as alterações, com Diallo, Mount e Zirkzee. Bruno passou finalmente para o centro, Mbeumo foi para a direita e a equipa ganhou uma estrutura mais ofensiva. Era o ajuste necessário, mas chegou tarde.

Bruno ainda acertou no travessão aos 70 minutos, num excelente remate após um canto ensaiado. Porém, a procura desesperada pelo empate deixou o United exposto.

Yoro derrubou Jonathan David quando este seguia para a baliza, viu o vermelho aos 74 minutos e deixou a equipa numa situação praticamente impossível. Cinco minutos depois, David rematou, Lammens defendeu e Lookman, acabado de entrar, aproveitou a recarga para fazer o 2-0.

A expulsão condicionou o final, mas não apaga os problemas anteriores. O United voltou a sofrer com a sua organização defensiva, demorou demasiado a corrigir o posicionamento de Bruno e só reagiu quando já estava encostado à parede.

Pós-jogo

Para mim, Carrick já não está a dar respostas. E, neste momento, o problema do United vai muito além de perder um jogo fora de casa.

Estatísticas no final do jogo

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