· 2 min de leituraNeste LASK vs Liverpool analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Liverpool chegava à Áustria com a obrigação de vencer um LASK que, apesar de lutar pelos lugares cimeiros do campeonato austríaco, está longe de ter a qualidade dos ingleses. A derrota por 3-0 frente ao Manchester City ainda estava fresca, embora o resultado tenha sido mais pesado do que a exibição até à expulsão de Gravenberch.
Havia também curiosidade em torno de Wirtz, que continuava sem convencer. Ficou no onze e, desta vez, respondeu dentro de campo.
Aos 11 minutos, o alemão recebeu pela esquerda, ultrapassou dois adversários com um belo drible e rematou rasteiro, obrigando Jungwirth a defender. O Liverpool dominava, mas ainda faltava transformar a posse em perigo consistente. Isso mudou aos 22 minutos, num canto de Tsimikas que Ronald Araújo atacou de cabeça, ganhando no físico para inaugurar o marcador.
Dois minutos depois, Rio Ngumoha entrou pela direita, insistiu na jogada e, depois de a bola sobrar para Koumas, este serviu Barcola, que rematou de frente para a baliza e marcou o primeiro golo pelo Liverpool.
Os ingleses estavam soltos, confiantes e a encontrar espaço para os duelos individuais. Koumas ainda marcou aos 30 minutos, depois de rodar muito bem na área, mas estava fora de jogo. Pouco depois, Gravenberch acertou no poste numa jogada que começou num drible fantástico de Wirtz e passou por Barcola. O terceiro golo acabaria por chegar aos 37 minutos: o LASK ofereceu a bola no meio-campo defensivo, Wirtz encontrou Barcola com um passe entre três adversários e o francês dominou antes de rematar de pé esquerdo.
Ao intervalo, o Liverpool tinha 19 remates contra cinco do adversário e uma vantagem de três golos que podia até ser maior.
A segunda parte começou com mais do mesmo. Barcola trabalhou pela esquerda e encontrou espaço para Tsimikas cruzar. Frimpong, apesar dos seus 1,71 metros, ganhou a posição ao defesa e cabeceou para o 0-4, com Tsimikas a somar a segunda assistência. Koumas voltou a marcar em fora de jogo aos 53 minutos, enquanto Daněk obrigou Alisson a uma boa defesa pouco depois.
Aos 62 minutos, o LASK reduziu. Dibango cruzou pela esquerda e Ljubičić apareceu com espaço para rematar. O movimento de Adeniran, ao arrastar Van Dijk para perto da baliza, ajudou a abrir o espaço decisivo. O Liverpool estava a baixar o ritmo, o que é perfeitamente normal com quatro golos de vantagem, mas controlar o jogo não pode significar desligar defensivamente.
A resposta foi imediata. Ngumoha encontrou Frimpong, que cruzou rasteiro para Barcola encostar e completar o hat-trick. Aos 72 minutos, um passe desastroso de Andrés Andrade permitiu a Frimpong recuperar e cruzar para Koumas, que fez o 1-6. Jungwirth voltou a ficar mal na fotografia, deixando a bola passar por baixo das pernas. O guarda-redes de 22 anos mostrou demasiada hesitação durante o encontro.
Só que o LASK não desistiu. Kalajdžić lançou Dibango, que colocou a bola por cima de Alisson para Flecker cabecear para o 2-6. Três minutos depois, Dibango voltou a desequilibrar pela esquerda, ultrapassou Frimpong e cruzou para Flecker rematar ao poste mais distante. Duas assistências seguidas, três no total, e um estádio que começou a acreditar numa recuperação improvável.
Não aconteceu. O Liverpool controlou os minutos finais e venceu por 6-3, num espetáculo de nove golos.
Pós-jogo
A exibição ofensiva foi extraordinária, mas os três golos sofridos depois de uma vantagem tão confortável deixam um aviso: até numa noite destas, não se pode confundir tranquilidade com desconcentração.


