· 2 min de leituraNeste RB Salzburg vs Milan analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Milan chegava à segunda jornada da Liga Europa pressionado a reagir. A derrota em casa frente ao Benfica não era propriamente vergonhosa, mas, tendo vencido apenas um dos últimos cinco jogos, a equipa de Ruben Amorim precisava de dar uma resposta. As ideias estão lá, mas continuam a faltar consistência, capacidade para criar perigo e, por vezes, qualidade individual. Na Áustria, frente a um Salzburg jovem, havia uma boa oportunidade para mudar o ambiente.
O Milan começou a encontrar espaços cedo. Aos oito minutos, Bartesaghi cruzou muito bem pela esquerda e Rabiot apareceu livre na área, mas não conseguiu acertar na baliza.
Aos 15, chegou o primeiro golo: Hutchinson recebeu com espaço pela direita, cruzou e Cissè antecipou-se a Morgalla para cabecear para o fundo da rede. O defesa do Salzburg ficou mal na fotografia, permitindo que o avançado ganhasse a posição com demasiada facilidade.
Dois minutos depois, o Milan esteve perto de aumentar a vantagem. Loftus-Cheek tentou fazer um chapéu ao guarda-redes, a bola sobrou para Hutchinson, que rematou com a baliza desprotegida, mas Boma apareceu em cima da linha para evitar o golo. Hutchinson estava a ser um dos elementos mais interessantes da equipa, sempre disponível para atacar o espaço.
O segundo golo surgiu aos 32 minutos. Rabiot cruzou para o segundo poste, Bartesaghi tocou de primeira para a pequena área e Cissè , novamente sem oposição, só teve de encostar. O Milan não precisava de fazer nada extraordinário para desmontar a defesa austríaca. Bastava aproveitar os espaços que lhe eram oferecidos.
Ao intervalo, os números eram esclarecedores: o Salzburg tinha apenas dois remates, nenhum enquadrado, e uns ridículos 0,03 golos esperados. O jogo estava controlado, embora, para quem procurasse entretenimento, a primeira parte não tivesse sido particularmente entusiasmante.
A segunda parte começou com o mesmo problema para o Salzburg. Aos 49 minutos, Rabiot conduziu pela esquerda e cruzou rasteiro para Cissè aparecer entre os centrais e completar o hat-trick. O posicionamento do Cissè foi perfeito, mas a defesa voltou a facilitar. Com o 0-3, o encontro ficou praticamente resolvido.
O Salzburg passou a ter mais bola, mas isso pouco significava. A equipa circulava sem conseguir criar perigo consistente, enquanto o Milan baixava o ritmo e geria a vantagem.
Aos 67 minutos, Hutchinson ainda obrigou Zawieschitzky, guarda-redes de apenas 19 anos, a uma excelente defesa com o pé. Pouco depois, aos 72, surgiu o quarto golo, oferecido pelo adversário: Mazurek falhou o domínio de um passe lento à entrada da área, Jashari recuperou e serviu Gonçalo Ramos, que contornou a resistência do guarda-redes e finalizou sem dificuldade. Um erro grave, embora seja preciso lembrar que o Salzburg aposta em muitos jogadores jovens e que Mazurek tem apenas 19 anos.
O Milan limitou-se a gerir. Terracciano foi expulso aos 83 minutos, por empurrar pelas costas o último homem num contra-ataque. Uma decisão desnecessária com o resultado em 0-4. O Salzburg ainda teve um livre perigoso, mas não aproveitou.
Pós-jogo
Foi uma vitória confortável e uma resposta importante para Amorim. Cissè foi a figura da noite, com três golos, e o Milan aproveitou praticamente tudo o que a defesa adversária ofereceu.


