· 2 min de leituraNeste Brentford vs Liverpol analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Liverpool chegava a Brentford à procura de uma resposta depois da derrota por 3-0 frente ao Manchester City. Do outro lado estava uma equipa em grande forma, quarta classificada e sem perder há 12 jogos. As lesões de Szoboszlai e Isak tinham condicionado os ingleses, pelo que o regresso de ambos era uma boa notícia. Ainda assim, a vitória por 6-3 frente ao LASK deixara um aviso: o Liverpool continua a conceder demasiado.
A primeira parte demorou a ganhar ritmo, mas o Brentford começou a encontrar espaços. Aos 19 minutos, Kayode recebeu na área e rematou, obrigando Jacquet a bloquear com o corpo. Um minuto depois, Barcola teve uma oportunidade de ouro num contra-ataque, ganhou a frente ao central e tentou fazer um chapéu a Kelleher, mas falhou a baliza. Era uma ocasião que não podia desperdiçar. O Liverpool também combinava bem entre Wirtz e Barcola, embora continuasse sem acertar na baliza.
Aos 41 minutos, o árbitro chegou a assinalar penálti para os ingleses por uma alegada falta de Ouattara sobre Mac Allister, mas, após revisão do VAR, reverteu a decisão. Pareceu-me acertado: o contacto não justificava a queda do argentino. O empate ainda era justo, mas o Brentford atravessava um bom período e aproveitou-o aos 44 minutos. Kayode fez uma excelente jogada individual, ultrapassando dois adversários, e a bola acabou por chegar a Igor Thiago, que cruzou para Lewis-Potter cabecear sem marcação. Um golo bem construído, mas com uma falha defensiva evidente.
Perto do intervalo, Yarmoliuk acertou com a cabeça em Jacquet durante um canto. O impacto não foi forte, mas o movimento foi claro e a expulsão, confirmada aos 45+7 minutos, pareceu-me justa. O Brentford tinha vantagem no marcador, mas teria de defender toda a segunda parte com menos um jogador.
A superioridade numérica obrigava o Liverpool a assumir o controlo, e as alterações procuraram dar-lhe mais profundidade. Frimpong entrou, mas lesionou-se apenas seis minutos depois, obrigando a nova mudança. Mesmo com esse contratempo, os visitantes começaram a apertar. Aos 59 minutos, Mac Allister obrigou Kelleher a defender e Van Dijk esteve perto de marcar de voleio.
O empate surgiu aos 62 minutos. Wirtz encontrou Victor Muñoz na desmarcação, o lateral conduziu para dentro e rematou rasteiro ao poste mais distante. Um excelente golo, que premiou a insistência do Liverpool.
O Brentford começava a acusar o desgaste e, aos 70 minutos, a reviravolta ficou completa: Mac Allister cruzou para o segundo poste, Barcola ajeitou de cabeça e Isak esticou a perna para finalizar. Dois golos em oito minutos, com o Liverpool finalmente a transformar o domínio em eficácia.
Mas o jogo não estava resolvido. O Brentford ainda ameaçou, Igor Thiago esteve perto de marcar e Barcola acertou no travessão aos 78 minutos. Os visitantes desperdiçaram oportunidades para fechar a partida e permitiram que o adversário continuasse a acreditar. Aos 90+1, Janelt viu o segundo amarelo após travar Rio Ngumoha e deixou o Brentford reduzido a nove. Mesmo assim, os anfitriões continuaram a tentar até ao fim.
Pós-jogo
Foi uma vitória importante, mas longe de perfeita. O Liverpool mostrou capacidade para reagir, Wirtz voltou a jogar bem e Isak decidiu. Ainda assim, sofrer tanto contra dez e não matar o jogo não é propriamente um bom sinal


