Como 4 – 1 Man United | Análise

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Neste Como vs Man United analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Manchester United chegava à terceira jornada da Champions numa situação cada vez mais difícil. A última vitória tinha sido há 41 dias, precisamente na primeira jornada europeia, frente ao Sabah. Desde então, seis jogos sem ganhar e apenas dois triunfos em toda a temporada. Do outro lado estava um Como que já não vive o momento de surpresa dos primeiros meses, mas continua a ser uma equipa muito bem trabalhada. Não ficaria nada surpreendido com uma vitória italiana. O que aconteceu acabou por ser ainda pior do que isso.

O United até teve uma boa oportunidade logo aos dois minutos, mas Dalot, depois de dominar mal dentro da área, rematou ao lado. E, praticamente na resposta, sofreu o primeiro golo. Da Cunha encontrou Nico Paz à entrada da área, completamente livre, e o argentino ajeitou antes de rematar colocado, junto ao poste mais distante.

Dois minutos de jogo e o United já estava a perder. Nada de novo para uma equipa que parece encontrar sempre uma maneira de complicar a própria vida.

O que se viu depois foi difícil de justificar. Bruno Fernandes aparecia como o jogador mais adiantado, enquanto Mbeumo ocupava a direita, deixando o United praticamente sem ponta de lança. Bruno descia para receber, mas ninguém ocupava o espaço que deixava na frente. O resultado era uma equipa sem referência ofensiva, incapaz de ligar o jogo e que nem sequer conseguia pressionar com eficácia.

O Como, pelo contrário, trocava a bola com uma facilidade impressionante. Não precisava de criar oportunidades atrás de oportunidades para mostrar que estava muito mais confortável. Aos 38 minutos, Douvikas recebeu um excelente passe de Yan Couto, escapou entre os centrais e desperdiçou uma boa ocasião.

Ao intervalo, o United tinha apenas três remates, nenhum enquadrado, e uns miseráveis 0,10 golos esperados. Mbeumo somava nove toques na bola aos 44 minutos. Até o central Maguire tinha participado mais no jogo do que praticamente toda a equipa.

Carrick mexeu ao intervalo, colocando Diallo e Baleba, com Mbeumo a passar para a frente. Mas a mudança não teve tempo para produzir efeitos. Aos 49 minutos, Nico Paz voltou a aparecer, desta vez a lançar Douvikas na profundidade. O avançado ganhou espaço a De Ligt e finalizou com qualidade. Dois a zero, e o United continuava sem resposta.

O terceiro golo chegou aos 57 minutos e foi talvez o mais revelador da noite. Baleba demorou demasiado tempo com a bola, Nico Paz antecipou-se, recuperou-a, conduziu até à área e voltou a rematar para dentro da baliza. Um erro individual, sim, mas também mais um exemplo da facilidade com que o Como explorava os problemas do adversário. Nico Paz estava a fazer uma exibição absurda.

Bruno Fernandes saiu aos 67 minutos, depois de uma partida muito fraca. O problema é que o United continuou a ter bola sem saber o que fazer com ela. Aos 76, Kaiki cruzou pela esquerda e Jacobo Ramón apareceu de cabeça para fazer o quarto. A defesa inglesa voltou a parecer completamente perdida.

Zirkzee ainda reduziu aos 90+1, depois de Diallo cruzar pela direita, mas o golo serviu apenas para evitar o zero no marcador. O United foi dominado do princípio ao fim, sem criar perigo real e sem mostrar capacidade para reagir.

E é aqui que o problema ultrapassa Carrick. O treinador tem responsabilidades, mas este clube está há mais de uma década a acumular decisões difíceis de compreender.

Pós-jogo

Enquanto quem manda continuar a falhar, trocar de treinador será apenas mais uma tentativa de disfarçar uma doença muito mais profunda. O Manchester United está a tornar-se irrelevante, e esta derrota é mais um sinal de alarme.

Estatísticas no final do jogo

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