· 2 min de leituraNeste Juventus vs Rennes analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
A Juventus chegava à terceira jornada da Europa League depois de uma derrota pesada por 0-3 frente à Lazio, num momento em que as vitórias nem sempre convencem e o oitavo lugar na Serie A sabe a pouco. Do outro lado, o Rennes também precisava de reagir, depois de perder por 4-3 frente ao Paris FC, apesar dos três golos de penálti de Lepaul.
A Juventus entrou melhor e, aos 5 minutos, chegou à vantagem. Woltemade desceu para receber a bola e lançou Çelik na profundidade, entre o central e o lateral. O turco entrou na área e rematou junto ao poste mais próximo, sem dar hipóteses a Samba.
A resposta do Rennes não demorou. Aos 15 minutos, Nagida ultrapassou o adversário pela esquerda e cruzou para o segundo poste, onde Bryan Reynolds ajeitou de cabeça para Mousa Tamari finalizar à boca da baliza. O empate fazia justiça à boa entrada francesa, que já tinha mais posse de bola e não parecia intimidada pelo ambiente.
A partir daí, o jogo ganhou ritmo. Gatti obrigou Samba a uma defesa extraordinária com um cabeceamento perigoso, e McKennie também testou o guarda-redes após um cruzamento de Koopmeiners. O Rennes respondeu com uma tentativa de Nagida, defendida tranquilamente por Vicario. Havia espaço, ocasiões e perigo dos dois lados.
Aos 40 minutos, surgiu o lance mais discutível da primeira parte. Após um canto, o remate de Nagida bateu em Douglas Luiz, que estava caído no chão e em teoria tinha esticado os braços para defender a bola. O árbitro assinalou penálti, numa decisão bastante duvidosa. Boulaye Dia converteu aos 43 minutos, enganando Vicario e completando a reviravolta. O Rennes não estava a dominar por completo, mas tinha criado mais perigo e chegava ao intervalo em vantagem.
Spalletti lançou Kalulu ao intervalo, retirando Çelik, e a Juventus continuou a sentir dificuldades para assumir o controlo. Aos 59 minutos, o treinador arriscou mais, tirando Gatti para colocar Nicolás González. A aposta teve efeito rápido: aos 65 minutos, o argentino ganhou um duelo aéreo após um livre, e a bola bateu claramente no braço levantado de Reynolds. Desta vez, o penálti parecia indiscutível.
Woltemade assumiu a cobrança aos 67 minutos e rematou rasteiro pelo meio, fazendo o 2-2. A Juventus estava de volta, mas o jogo continuava aberto. Woltemade ainda viu Cresswell bloquear um remate perigoso, enquanto o central do Rennes desperdiçou uma oportunidade incrível aos 73 minutos, falhando o cabeceamento e acertando com a cintura na bola. Vicario agradeceu.
Na reta final, as duas equipas procuraram a vitória. Aos 88 minutos, Lucumí chegou a marcar após um desvio na área, mas o VAR confirmou o fora de jogo e anulou o golo. Já nos descontos, a Juventus apertou e Woltemade voltou a rematar perto da pequena área, mas Cresswell apareceu novamente para bloquear.
Pós-jogo
O 2-2 acaba por refletir um encontro em que nenhuma equipa conseguiu impor-se durante os 90 minutos. Para os italianos, fica a reação, mas também a sensação de que ainda há muito a corrigir.


