Bournemouth 3 – 0 Milan | Análise

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Neste Bournemouth vs Milan analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Milan de Ruben Amorim chegava à terceira jornada da Europa League numa boa fase, com duas vitórias consecutivas, incluindo um convincente 4-0 frente ao RB Salzburg. O Bournemouth também vinha de duas vitórias seguidas. Este era um teste interessante para perceber o verdadeiro nível dos italianos. E a resposta começou a aparecer muito cedo.

Aos 9 minutos, Justin Kluivert converteu uma grande penalidade que, na minha opinião, não devia ter sido assinalada. O contacto da mão na bola existiu, mas foi apenas com a ponta dos dedos e sem influência na trajetória da bola. Ainda assim, o Bournemouth ficou em vantagem, depois de já ter ameaçado por Evanilson e Gannon-Doak.

O mais importante era que os ingleses estavam a ser claramente superiores, mesmo antes do golo. Aos 20 minutos, um passe demasiado forte de Tomori complicou o domínio de Musah, Evanilson recuperou a bola e rematou, embora sem grande força. O Milan tinha mais posse em alguns momentos, mas não conseguia criar perigo. Aos 24 minutos, o Bournemouth já acumulava quase dois golos esperados, o que mostra que a vantagem não se explicava apenas pelo penálti.

Aos 28 minutos, tudo ficou ainda mais complicado para os italianos. Num canto, Maignan empurrou a cara de Tyler Adams e acabou expulso. Uma atitude infantil de um guarda-redes experiente, que deixou a equipa numa situação péssima. Desta vez, o penálti pareceu-me justo. Torriani entrou para a baliza, Hutchinson saiu e Tavernier converteu aos 32 minutos, colocando o resultado em 2-0.

O Milan passou a defender num 5-3-1, com Cissè isolado na frente, e o jogo perdeu algum ritmo. Curiosamente, mesmo com mais um jogador, o Bournemouth não conseguiu transformar a superioridade num domínio absoluto da posse. É um bom exemplo de como jogar contra dez nem sempre significa ter mais facilidade em atacar: o adversário fecha espaços e torna-se mais difícil encontrar caminhos para a baliza. Ainda assim, a primeira parte foi esclarecedora.

O Bournemouth somava 10 remates e 2,57 golos esperados; o Milan tinha apenas um remate bloqueado e uns ridículos 0,02 golos esperados.

Depois do intervalo, o Milan mexeu na equipa, mas pouco mudou. Diego Moreira ainda protagonizou uma boa arrancada individual, passando por quatro adversários, só que a jogada não teve continuidade. O Bournemouth também não parecia particularmente interessado em acelerar, e a segunda parte foi-se arrastando, com pouquíssimas ocasiões.

A arbitragem de Vasilis Fotias também não ajudou. Aos 62 minutos, interrompeu um contra-ataque perigoso do Bournemouth para mostrar amarelo a Tomori, quando podia ter aplicado a vantagem. Depois de uma primeira grande penalidade tão discutível, foi mais uma decisão que deixou dúvidas.

O Milan só voltou a rematar aos 75 minutos, num cabeceamento de Pavlović que passou longe da baliza. Aos 84, Amine Adli fechou o resultado com um livre bem batido, aproveitando um buraco na barreira. Pavlović saltou para o lado em vez de subir, facilitando o caminho da bola.

O 3-0 é pesado para o Milan, mas não injusto no essencial. Antes da expulsão, o Bournemouth já era claramente melhor.

Pós-jogo

A inferioridade numérica tornou a tarefa italiana quase impossível, mas não deve esconder os problemas que a equipa já estava a mostrar. Para Amorim, há muito mais para rever do que apenas a expulsão de Maignan.

Estatísticas no final do jogo

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