Al Faisaly 1 – 3 Al Nassr | Análise

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Neste Al Faisaly vs Al Nassr analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Al Nassr chegava à 11.ª jornada da Saudi Pro League depois de uma vitória apertada frente ao NEOM, num jogo em que Ronaldo desperdiçou várias oportunidades. Perante um Al Faisaly recém-promovido e com claras limitações individuais, esperava-se muito mais do que uma vitória pela margem mínima. O objetivo devia ser impor a diferença de qualidade e marcar vários golos. E, apesar do triunfo por 3-1, a exibição esteve longe de convencer.

Aos 4 minutos, Mané encontrou Al-Hamdan no meio, o avançado recebeu com espaço e rematou rasteiro, fazendo o 0-1. O remate não foi particularmente forte e Pacheco podia ter feito melhor.

O Al Nassr começava como se esperava, mas a vantagem acabou por trazer uma tranquilidade excessiva. A equipa deixou de acelerar, enquanto o Al Faisaly tentava chegar à baliza sobretudo através de bolas longas, sem grande sucesso.

O problema foi a falta de qualidade ofensiva dos visitantes. Aos 26 minutos, o Al Faisaly tinha 56% de posse de bola, algo difícil de imaginar antes do encontro. O Al Nassr até conseguia combinar entre Félix, Al-Hamdan e Mané, mas faltava continuidade, e Félix acumulava passes falhados, sem grande sintonia com Ronaldo.

Com 33 graus em Harmah e várias interrupções por faltas, o jogo arrastava-se. Ainda assim, o calor não explica tudo: faltavam intensidade, criatividade e vontade de resolver a partida.

Ronaldo esteve perto de mudar o cenário aos 32 minutos, quando recebeu de Félix pela esquerda, ultrapassou o marcador e rematou cruzado ao poste. Foi o melhor momento ofensivo de uma primeira parte bastante pobre. O Al Faisaly terminou com sete remates, mas nenhum enquadrado, enquanto o Al Nassr só acertou uma vez na baliza, precisamente no golo. No total, houve mais faltas do que remates. É difícil pedir muito entusiasmo a quem assistia ao encontro.

A segunda parte começou de forma diferente. Aos 49 minutos, Félix bateu um livre lateral e Ronaldo apareceu para cabecear ao poste, com a bola a entrar depois de um pequeno desvio. Era o seu 982.º golo oficial na carreira. Três minutos depois, voltou a marcar, desta vez após um passe de Al-Hamdan, mas o golo foi anulado por fora de jogo do colega. De repente, o Al Nassr parecia finalmente disposto a jogar futebol.

Essa melhoria, porém, não durou. Aos 66 minutos, Mohammed Al Shanqiti cruzou pela esquerda e Théo Bongonda, acabado de entrar, cabeceou com qualidade para reduzir. O Al Faisaly voltava a acreditar, e a equipa de Postecoglou regressava aos problemas da primeira parte. Aos 77 minutos, o Al Nassr tinha apenas 0,35 golos esperados. Contra um adversário desta dimensão, é um número francamente dececionante.

Aos 79 minutos, apareceu finalmente uma jogada bem construída. Ronaldo esperou pela altura certa e cruzou para Al-Hamdan, que dominou de peito e deixou a bola para Ângelo rematar de primeira, junto ao poste mais distante. O 1-3 trouxe tranquilidade, mas Al-Hamdan acabou por sair a coxear pouco depois, uma preocupação para a equipa.

Já perto do fim do jogo, Mendy ainda cabeceou à trave, lembrando que o Al Faisaly não tinha desistido.

Pós-jogo

Al Nassr venceu, mas não convenceu. Contra um adversário que luta pela permanência, passar tantos minutos sem criar perigo e permitir que o jogo fique aberto é preocupante. O resultado serve; a exibição, não.

Estatísticas no final do jogo

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