Al Qadsiah 2 – 3 Al Hilal | Análise

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Neste Al Qadsiah vs Al Hilal analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Primeiro contra segundo, separados por apenas um ponto, embora o Al Qadsiah tivesse mais um jogo disputado. Estavam reunidos alguns dos melhores jogadores da Arábia Saudita, mas, em termos de qualidade individual, o Al Hilal tinha uma vantagem clara. Ainda assim, ambas as equipas vinham de vitórias apertadas e precisavam de mostrar mais.

O encontro prometia muito e, apesar de algumas fases menos interessantes, acabou por entregar cinco golos.

O Al Hilal começou melhor e, aos 10 minutos, Theo Hernández combinou com Watkins antes de aparecer na área para rematar. Casteels respondeu com uma boa defesa. Pouco depois, Martinelli conduziu pela direita e serviu Watkins, que, em velocidade e com espaço, rematou por cima. Uma oportunidade que o avançado tinha obrigação de aproveitar.

Aos 20 minutos, Martinelli abriu o marcador. Watkins recebeu uma bola longa pela direita e devolveu-a para o brasileiro, que rematou de trivela. O desvio num defesa mudou completamente a trajetória da bola e traiu Casteels. O Al Hilal estava na frente, numa jogada que voltou a explorar o lado direito do Al Qadsiah, onde a diferença individual parecia mais evidente.

O Al Qadsiah não estava a conseguir acompanhar a qualidade ofensiva do adversário, mas encontrou uma resposta aos 31 minutos. Quiñones recuperou a bola no meio-campo ofensivo e lançou Al Juwayr, antes de arrancar para a área. O passe de devolução foi perfeito e o cabeceamento do colombiano também. Era o 1-1, num lance que mostrou que, mesmo com menos argumentos individuais, o Al Qadsiah conseguia aproveitar os espaços deixados pelo Hilal.

O empate, porém, escondia uma diferença importante. Ao intervalo, o Al Qadsiah tinha 10 remates, tal como o Al Hilal, mas os golos esperados eram de 0,53 contra 2,11. Os números mostram que os visitantes estavam a criar oportunidades de maior qualidade. Watkins ainda obrigou Casteels a outra boa defesa nos descontos, depois de receber um toque de Milinković-Savić.

A segunda parte teve menos ocasiões, mas o Al Hilal continuou a ser a equipa mais perigosa. Watkins voltou a testar Casteels aos 59 minutos, enquanto o Al Qadsiah praticamente não conseguia incomodar Bono.

Aos 73, o Hilal trocou um central por outro, uma decisão difícil de perceber numa equipa que procurava a vitória. Qual o motivo de tirar Tambakti e pôr o Lajami?

Aos 77 minutos, Rúben Neves recebeu à entrada da área e rematou com curva para o canto, num golaço que devolveu a vantagem ao Hilal. Sete minutos depois, Milinković-Savić apareceu com espaço na área para finalizar um cruzamento de Mandash e fazer o 1-3. O sérvio esteve diretamente envolvido nos três golos da equipa, confirmando a sua importância.

Retegui ainda reduziu aos 87 minutos, com um cabeceamento excelente ao primeiro poste, desviando a bola para o canto oposto. O Al Qadsiah voltou a acreditar, mas o Hilal fechou os espaços nos descontos e não permitiu uma última oportunidade clara.

Pós-jogo

O 2-3 acaba por ser justo. O Al Qadsiah mostrou capacidade para competir, mas criou menos perigo real. O Al Hilal foi superior nas ocasiões e teve jogadores capazes de decidir o encontro. Num campeonato cada vez mais competitivo, esta diferença de qualidade continua a contar.

Estatísticas no final do jogo

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