· 2 min de leituraNeste Barcelona vs Real Madrid analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O El Clássico é, a meu ver, o maior espetáculo do futebol de clubes. E este prometia ser especial, mas havia um favorito claro: o Barcelona. Nove jornadas, nove vitórias e 39 golos na La Liga. Os números eram absurdos. Do outro lado, o Real Madrid vinha melhorando, mesmo sem Vini Jr., mas jogar no Camp Nou contra este Barça seria um teste enorme.
Uma vitória catalã abriria nove pontos de vantagem e poderia deixar a luta pelo título praticamente decidida ainda em outubro.
O Real Madrid entrou com perigo, com Arda Güler a rematar perto da baliza num contra-ataque individual. Ainda assim, o Barcelona assumiu rapidamente o controlo da posse, subiu as linhas e pressionou alto.
O problema é que ter mais bola não significava criar mais perigo. O jogo estava equilibrado, com muitas faltas, discussões com o árbitro e poucas oportunidades claras. Raphinha tentou de fora da área, mas sem acertar na baliza, enquanto o Real Madrid procurava explorar as transições.
Aos 30 minutos, Xavi Espart lesionou-se e obrigou a uma reorganização defensiva do Barcelona. Pouco depois, Mbappé desperdiçou uma boa situação após um cruzamento de Güler.
O jogo parecia encaminhar-se para o intervalo sem grandes emoções, até que, aos 41 minutos, surgiu o primeiro golo. Diomandé recebeu pela esquerda e colocou a bola na área. Cubarsí tentou aliviar, mas acertou precisamente em Mbappé, que acabou por marcar sem rematar. Foi um golo com uma dose enorme de sorte, mas o Real Madrid estava na frente.
Yamal ainda teve uma boa oportunidade antes do intervalo, mas finalizou muito mal. Para quem chegava com números ofensivos impressionantes, o Barcelona estava a ficar bastante aquém.
O Real Madrid entrou melhor na segunda parte e Bellingham teve uma grande oportunidade num contra-ataque, mas não conseguiu servir Mbappé. O Barcelona sobreviveu e começou a empurrar o rival para trás. Aos 56 minutos, Cancelo fez uma entrada perigosíssima sobre Diomandé, com o pé demasiado alto, e nem amarelo viu. Uma decisão difícil de compreender.
Aos 61 minutos, Raphinha empatou. Na sequência de um canto curto, Pedri encontrou o brasileiro na área e este rematou cruzado para o fundo da baliza. A partir daí, praticamente só deu Barcelona. Gerard Martín obrigou Lunin a uma grande defesa de cabeça e De Jong esteve perto de marcar, travado por um corte decisivo. O Real Madrid defendia cada vez mais baixo e raramente conseguia sair com perigo. O empate parecia deixar o Barcelona mais perto da vitória.
Mas o futebol não perdoa quem não aproveita as oportunidades. Aos 87 minutos, Bellingham fez um drible fantástico e encontrou Camavinga na direita. O francês ultrapassou o marcador, esperou pela saída do guarda-redes e serviu Mbappé, que só teve de encostar. Que jogada de Bellingham! Ver aquele talento em ação é quase como assistir a magia ao vivo.
O Barcelona ainda procurou reagir, mas já era tarde. Yamal teve uma exibição muito fraca, enquanto Mbappé resolveu com dois golos.
Pós-jogo
O Real Madrid venceu num terreno difícil, num jogo em que sofreu bastante na segunda parte, mas foi mais eficaz. Para o Barcelona, fica uma lição dura: dominar não chega quando falta qualidade na finalização.


