Liverpool 1 (6) – (5) 1 Chelsea | Análise

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Neste Liverpool vs Chelsea analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Liverpool e Chelsea chegavam à quarta ronda da Carabao Cup ainda longe do seu melhor nível, mas com argumentos para seguir em frente. O Liverpool vinha de uma boa vitória sobre o Brighton, enquanto o Chelsea procurava reagir à derrota frente ao Tottenham. Apesar do poder ofensivo dos londrinos, a fragilidade defensiva continuava a ser um problema. Com a possibilidade de conquistar um troféu em jogo, ambas as equipas apresentaram vários titulares. Ninguém queria ficar pelo caminho.

A primeira parte começou com pouca emoção. O Liverpool tinha mais bola, mas faltava velocidade e criatividade para desmontar a defesa do Chelsea. Nyoni mostrou qualidade em algumas recuperações e conduções, embora tenha falhado passes importantes. Já Lewis Koumas passou praticamente despercebido, com apenas cinco toques na bola aos 35 minutos. É jovem, claro, mas é difícil justificar uma participação tão reduzida.

O Chelsea também pouco produzia. O primeiro remate surgiu apenas por volta dos 20 minutos, através de Moisés Caicedo, de longe. A partida parecia caminhar para o intervalo sem grandes acontecimentos até que, aos 37 minutos, Gusto aproveitou o espaço na direita e colocou a bola na frente. Gravenberch fez falta sobre Welbeck dentro da área e o árbitro assinalou penálti. Morgan Rogers converteu aos 40 minutos, colocando o Chelsea em vantagem.

A resposta do Liverpool foi imediata. Aos 42 minutos, Fofana tocou com a mão na bola dentro da área e, após a decisão de penálti, Gakpo bateu com precisão, sem dar hipóteses ao guarda-redes. Em poucos minutos, duas grandes penalidades mudaram o marcador, mas não esconderam uma primeira parte pobre em futebol jogado. Até ao intervalo, as duas equipas tinham criado muito pouco com a bola a rolar.

O segundo tempo trouxe um pouco mais de qualidade. Rogers desperdiçou uma boa situação logo aos 47 minutos, enquanto o Liverpool começou a encontrar espaços com as entradas de Barcola e Wirtz. Araújo ameaçou de cabeça e Barcola obrigou Penders a uma boa defesa com um remate rasteiro. Ainda assim, continuava a faltar consistência ofensiva às duas equipas.

O Chelsea também teve os seus momentos. Aos 77 minutos, Rogers lançou Palestra pela esquerda, mas Mamardashvili respondeu com uma excelente defesa. Três minutos depois, o Liverpool esteve muito perto de marcar: Gakpo colocou a bola na pequena área e Wirtz preparava-se para finalizar, mas Colwill apareceu com um corte extraordinário. Foi uma intervenção decisiva, daquelas que podem valer tanto como um golo.

Com Isak e Mac Allister em campo, o Liverpool tentou resolver a eliminatória nos minutos finais, mas o empate persistiu. Seguiram-se os penáltis, onde a tensão tomou conta de Anfield. Depois de várias cobranças certeiras, Barco acertou no poste pelo Chelsea e Tsimikas desperdiçou a oportunidade de fechar a série ao rematar por cima. A eliminatória continuou viva até Mamardashvili defender o remate de Emegha.

Gomez marcou para o Liverpool, colocando a equipa em vantagem por 6-5, e Fofana falhou a última cobrança, rematando por cima. O Liverpool seguiu em frente numa eliminatória que teve mais drama do que qualidade. Houve bons momentos individuais, grandes defesas e nervos à flor da pele, mas o futebol jogado ficou aquém do esperado.

Pós-jogo

Para quem procura conquistar títulos, passar é o mais importante. Ainda assim, ambas as equipas têm muito a melhorar.

Estatísticas no final do jogo

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