· 2 min de leituraNeste Le Havre vs PSG analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O PSG chegava à nona jornada da Ligue 1 como líder, com 17 pontos, para defrontar o último classificado. O Le Havre tinha apenas dois pontos e continuava sem vencer, enquanto os parisienses vinham de duas grandes vitórias: 4-2 frente ao Barcelona e 2-0 contra o Lyon. Apesar das várias mudanças, com Vitinha, João Neves, Pacho, Fabián Ruiz e Doué no banco, esperava-se uma vitória tranquila.
O Le Havre apresentou-se com cinco defesas e uma linha bastante subida, por vezes quase no meio-campo. Defendia num 5-2-3, com pouco espaço entre linhas, mas apenas dois homens no meio quando os extremos não baixavam. Era uma abordagem arriscada, mas estava a resultar. Aos 15 minutos, o PSG já tinha 83% de posse de bola, embora sem criar grande perigo.
E foi o Le Havre que marcou primeiro. Aos 18 minutos, depois de Mayulu perder a bola, a equipa lançou um contra-ataque: a bola viajou da esquerda para o centro e depois para Djibril Ouziad, que encontrou Rayan Fofana em profundidade. Fofana cruzou para o segundo poste e Josh Maja só teve de encostar. Um golo que premiava a coragem da equipa da casa. Naquele momento, o cenário era perfeito para o Le Havre.
A resposta chegou aos 26 minutos. Lucas Hernández descobriu Hakimi com um passe extraordinário nas costas da defesa. O marroquino dominou e cruzou para Mika Godts finalizar. Três minutos depois, Mayulu encontrou a corrida interior de Hakimi, que voltou a aproveitar o espaço, conduziu e rematou junto ao primeiro poste. Em apenas três minutos, o PSG passou de perder para vencer. Lamine N’Diaye ficou mal nos dois lances, sempre atrasado na reação às desmarcações.
Apesar da reviravolta, a primeira parte do Le Havre foi bastante positiva. Chegou ao intervalo com oito remates, contra sete do PSG, e os golos esperados ficaram praticamente iguais: 1,23 para o Le Havre e 1,22 para os visitantes. Com apenas 25% de posse de bola, conseguiu criar perigo e não se limitou a defender.
Aos 55 minutos, Hakimi voltou a marcar, desta vez de livre direto. De uma posição mais à esquerda, bateu aberto e colocou a bola junto ao canto inferior direito. Um grande golo, que fez o 1-3 e praticamente acabou com o sonho do Le Havre. A equipa ainda ameaçou, com Josh Maja a cabecear ao poste mais afastado. Mas, na sequência desse lance, o PSG saiu para o contra-ataque. Hakimi lançou Mayulu, que contornou o guarda-redes e fez o 1-4 aos 62 minutos.
O melhor ainda estava para chegar. Aos 69 minutos, uma bola enviada pela esquerda encontrou Hakimi a surgir entre os defesas. O lateral recebeu dentro da área e rematou para a baliza. A bola ainda bateu no guarda-redes, mas entrou. Hat-trick, três golos e duas assistências: Hakimi esteve diretamente envolvido nos cinco golos do PSG. Saiu logo no minuto seguinte, depois de uma exibição absurda.
Até ao fim, Safonov ainda teve de brilhar. Aos 87 minutos, depois de Beraldo perder a bola, Mbwana Samatta disparou em direção ao ângulo, mas o guarda-redes respondeu com uma defesa inacreditável. Já nos descontos, voltou a negar o golo ao Le Havre.
Pós-jogo
O resultado ficou nos 1-5. O Le Havre fez uma primeira parte muito boa, mas não conseguiu travar o PSG. Hakimi assinou uma exibição absolutamente extraordinária.


