Milan 3 – 1 Inter | Análise

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Neste Milan vs Inter analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Derby della Madonnina chegava à décima jornada, com Milan e Inter ainda longe do seu melhor. O Milan vinha de derrotas pesadas frente ao Bournemouth e ao Bologna.

A Inter, por sua vez, tinha vencido o Venezia por 2-0, mas com dois autogolos de um adversário que até defendeu bem perante uma equipa pouco criativa. Esperava-se um dérbi equilibrado, talvez até pouco emocionante. A previsão era de empate, mas os primeiros dez minutos trataram de contrariar tudo.

O Milan entrou com uma eficácia impressionante.

Aos quatro minutos, Diego Moreira recebeu pela direita, puxou para o pé esquerdo e cruzou para Pulisic, completamente sozinho, cabecear para o canto da baliza. Seis minutos depois, novo golpe. Num canto estudado, Rabiot apareceu ao primeiro poste, fez o movimento como se fosse cruzar e acabou por colocar a bola diretamente na baliza. Um golo extraordinário, embora com alguma sorte à mistura. Dois golos em dez minutos contra o maior rival. Nem o mais otimista adepto do Milan esperaria este começo.

A Inter precisava de reagir e começou a tomar conta do jogo. Carlos Augusto tinha muitas dificuldades para travar Diego Moreira, mas, do outro lado, a equipa de Chivu encontrava espaço para chegar à área. Aos 22 minutos, num canto, Akanji cabeceou ao primeiro poste e deixou a bola à disposição de Bastoni, que finalizou de cabeça para reduzir. A Inter cresceu ainda mais e obrigou Maignan a uma defesa inacreditável aos 33 minutos, quando Spence apareceu na área e rematou de primeira. O guarda-redes esticou o braço e evitou o golo.

O Milan praticamente deixou de rematar, mas voltou a marcar. Aos 43 minutos, Diego Moreira bateu um livre de forma brilhante. A bola passou precisamente pelo espaço deixado por Andy Diouf, que saltou antes dos restantes jogadores da barreira e acabou por abrir o caminho para a baliza. Um golo absurdo para fechar uma primeira parte em que o Milan marcou três vezes em cinco remates, enquanto a Inter teve nove tentativas e seis enquadradas. A eficácia dos homens da casa foi inacreditável.

Na segunda parte, a Inter continuou a ter bola, mas o perigo foi desaparecendo. Carlos Augusto ainda apareceu sozinho na área aos 56 minutos, mas tentou cabecear uma bola que talvez pudesse ter atacado melhor com o pé. Barella também esteve perto de marcar, mas Pavlović fez um corte decisivo. Pouco depois, Thuram cabeceou à figura e Maignan voltou a defender. O guarda-redes do Milan já somava seis defesas, enquanto Josep Martínez ainda não tinha feito nenhuma.

Chivu demorou demasiado a mexer. Primeiro, trocou médios por médios, sem alterar verdadeiramente a dinâmica da equipa. Só aos 82 minutos decidiu lançar Pio Esposito e Bonny, juntando mais dois avançados a Thuram, além de Dimarco para aumentar a qualidade dos cruzamentos. Mas a Inter já não conseguia criar perigo e passou os minutos finais a tentar chegar à área sem grande sucesso.

O Milan venceu por 3-1, com Diego Moreira diretamente envolvido nos três golos e Maignan decisivo quando a equipa precisou dele.

Pós-jogo

A Inter teve mais bola, criou mais na primeira parte e até merecia ter marcado mais cedo, mas faltou-lhe eficácia e, sobretudo, capacidade para encontrar soluções depois do intervalo. Num dérbi, o Milan foi muito mais letal.

Estatísticas no final do jogo

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