Liverpool 0 – 1 Arsenal | Análise

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Neste Liverpool vs Arsenal analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Liverpool e Arsenal encontravam-se na nona jornada da Premier League, num dos melhores jogos que a competição pode oferecer. O Liverpool vinha de eliminar o Chelsea na Carabao Cup, nos penáltis, e de vencer um Brighton que atravessava um grande momento. Já o Arsenal chegava pressionado depois de uma eliminação absolutamente inacreditável frente ao Fleetwood Town, da quarta divisão. Uma vitória em Anfield permitiria ainda aproveitar a derrota do Manchester City e assumir a liderança isolada. Havia também uma história por resolver: o Arsenal não vencia ali para a liga há mais de 14 anos.

O Liverpool apresentou Nyoni no onze, depois das boas exibições recentes do jovem, deixando Gravenberch e Szoboszlai no banco. Ainda assim, os primeiros minutos foram pouco interessantes, com poucas ocasiões e muita disputa.

Até que, aos 16 minutos, Alisson cometeu um erro grave na saída de bola. O passe foi diretamente para o adversário, o Arsenal recuperou no meio-campo ofensivo e Rice encontrou Havertz com um cruzamento rasteiro para o segundo poste. O alemão apareceu completamente sozinho e só teve de encostar. Um golo facílimo, mas oferecido pelo guarda-redes brasileiro.

A partir daí, o Liverpool tomou conta do jogo. Empurrou o Arsenal para trás, criou confusão na área e começou a acelerar cada vez mais. Van Dijk apareceu sozinho ao segundo poste após um canto, mas Isak não conseguiu aproveitar a situação. Wirtz ainda acertou no travessão na cobrança de um livre, num lance que poderia ter dado um golaço. O futebol do Liverpool era intenso, rápido e cheio de pressão, mas havia um problema: faltava precisão na finalização.

Aos 42 minutos, Mac Allister teve uma oportunidade excelente. Barcola cruzou da esquerda, o argentino apareceu sozinho na área e cabeceou, mas a bola passou por cima. Havertz não acompanhou a sua movimentação e deixou-o completamente livre. O intervalo chegou com oito remates do Liverpool, nenhum enquadrado. O Arsenal tinha menos bola, mas conseguia manter a vantagem.

Na segunda parte, o domínio territorial do Liverpool continuou. Aos 53 minutos, já tinha 78% de posse, mas continuava sem conseguir obrigar Raya a trabalhar. O Arsenal foi ganhando tranquilidade, afastando a bola da sua área e equilibrando o jogo.

Aos 73, Tzolis ainda obrigou Alisson a uma grande defesa, com um remate rasteiro e cheio de efeito. Foi um dos poucos momentos em que os visitantes conseguiram ameaçar.

O Liverpool tentou mudar o jogo, até colocando Victor Muñoz como lateral para acrescentar poder ofensivo, mas nem isso resolveu. A defesa do Arsenal esteve muito bem, fechou os espaços e resistiu à pressão. Houve ainda uma confusão entre Madueke e Mac Allister, com um movimento de cabeçada do jogador do Arsenal que poderia ter resultado numa expulsão.

O Arsenal não fez um jogo brilhante com bola, mas foi competente, organizado e extremamente difícil de ultrapassar. Depois de tantos anos sem vencer em Anfield, conseguiu finalmente fazê-lo. E, acima de tudo, aproveitou a oportunidade para assumir a liderança da Premier League.

Pós-jogo

O resultado terminou em 0-1. O Liverpool acabou com quase 20 remates, mas apenas um enquadrado, já nos descontos. É um número que diz praticamente tudo sobre a sua incapacidade ofensiva.

Estatísticas no final do jogo

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